Fórmula 1 supera R$ 13 bilhões de receita e bate recorde histórico com temporada 2022

Impulsionada por retorno do público aos autódromos, a F1 bateu recordes em 2022 e alcançou uma receita geral mais de 20% superior à de 2021

A Fórmula 1 tem vivido momentos de grande expansão comercial, sobretudo desde 2016, quando o controle passou para as mãos do Liberty Media. E, nesta quarta-feira (1), a categoria trouxe uma prova de seu crescimento: segundo dados divulgados pelo próprio grupo, a F1 registrou uma receita geral de US$ 2,573 bilhões (R$ 13,37 bilhões, na cotação atual) em 2022.

Já em termos de receita operacional – ou seja, o que sobrou no caixa após pagar todos os compromissos, o certame acumulou US$ 239 milhões (R$ 1,242 bilhão).

Em um comparativo com a temporada de 2021, a F1 teve crescimento em ambas as medições. A receita geral do certame, que era de US$ 2,136 bilhões (R$ 11,1 bilhões), aumentou 20,45%. Já a receita operacional saltou nada menos que 159,78%.

F1 bateu recorde de receita geral em 2022, faturando mais de R$ 13 bilhões (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

“A receita cresceu devido a taxas mais altas, geradas pelo mix de eventos realizados, com três corridas adicionais realizadas fora da Europa em comparação com 2021”, explicou o Liberty Media. Em 2022, além do retorno dos GPs de Canadá, Austrália, Japão e Singapura, a F1 passou a contar com uma etapa em Miami, nos Estados Unidos. Em contrapartida, Turquia e Catar, presentes no ano anterior, não tiveram corridas.

Outro ponto preponderante para o crescimento nas finanças da categoria tem a ver com a redução/o término das restrições em virtude da pandemia de Covid-19 nos países das provas. Com isso, os 22 GPs do ano passado registraram o recorde de mais de 5,7 milhões de espectadores, 36% acima dos 3,65 milhões que compareceram a provas da F1 em 2019 – último ano antes das restrições da pandemia.

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“O retorno da capacidade de público, enquanto as limitações no comparecimento de fãs em 2021 levaram a mudanças únicas em termos contratuais de um número limitado de corridas realizadas”, destacou o Liberty Media.

E, de fato, o ganho se estendeu ainda às equipes. De acordo com o levantamento do grupo, as dez participantes do campeonato de 2022 receberam US$ 1,15 bilhão (R$ 6 bilhões). Esse montante representa US$ 89 milhões (R$ 462 milhões) a mais que o repassado em 2021.

Mas se os ganhos aumentam, os custos gerais também. Em apenas 12 meses, saltaram de US$ 421 milhões (R$ 2,18 bilhões) para US$ 593 milhões (R$ 3,07 bilhões), incluindo investimentos para o GP de Las Vegas, penúltima prova deste ano, em 18 de novembro.

“As despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram no ano inteiro devido ao aumento dos custos de pessoal de TI e ao aumento das taxas legais e de consultoria, bem como aproximadamente US$ 19 milhões [R$ 98,4 milhões] em custos associados ao planejamento e lançamento do Grande Prêmio de Las Vegas”, alegou o Liberty Media.

Embora ainda não tenha revelado os planos financeiros dos próximos anos, a Fórmula 1 tem um cenário bastante promissor pela frente. O comprometimento com questões sustentáveis e o alinhamento com as novas demandas da indústria automotiva já garantiram, por exemplo, a entrada das gigantes Audi e Ford na categoria, a partir de 2026.

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