Fórmula 1 tem de tomar ação concreta após casos de assédio da torcida no GP da Áustria
O GP da Áustria foi marcado por casos de assédios a fãs de Lewis Hamilton. Torcedoras sofreram abusos verbais e físicos. O episódio causou revolta entre alguns pilotos. A F1, por sua vez, publicou apenas uma nota de repúdio. No Paddock GP, os jornalistas criticaram e falaram sobre a necessidade de ações mais concretas para evitar repetições
A Fórmula 1 voltou a encarar um caso de assédio direcionado no público durante o fim de semana do GP da Áustria. Torcedoras de Lewis Hamilton sofreram com diversos abusos verbais e físicos no meio da torcida cheia de fãs de Max Verstappen e da equipe dona do autódromo, a Red Bull.
Após denúncias, alguns pilotos se revoltaram contra o assédio e o racismo sofrido por torcedores. Lewis Hamilton se disse enojado e pediu medidas para evitar novos casos. Já Sebastian Vettel foi mais enérgico e solicitou que a categoria tome ações contundentes para proteger as vítimas.
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Segundo o piloto da Aston Martin, uma política de tolerância zero deveria ser implementada, com os responsáveis por tais atos proibidos de voltarem aos autódromos para sempre.
“Horrível, não é? É bom que tais relatos venham a público – este é o começo -, mas é horrível. Essas pessoas deveriam estar envergonhadas de si mesmas e banidas por toda a vida de eventos de automobilismo. Deveria haver zero tolerância. Se as pessoas vão ao autódromo para beber muito e aproveitar, então ok, mas isso não justifica comportamento inadequado. ‘We Race as One’, então os fãs são parte disso também”, falou o tetracampeão mundial.
Embora algumas notas de repúdio tenham surgido, não há nenhuma ação concreta no horizonte. O que fazer? Isso foi assunto do PADDOCK GP desta semana. ASSISTA JÁ!
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O comportamento da torcida na Áustria já havia chamado a atenção na classificação para a corrida sprint. Durante o Q3, assim que Lewis Hamilton bateu, as arquibancadas ficaram eufóricas.
No entanto, o que acontece no circuito de Spielberg não é apenas uma questão de rivalidade entre times. Muitas mulheres, principalmente, foram às redes compartilhar o quão desconfortável tem sido comparecer ao autódromo para acompanhar a F1. “O comportamento tem sido tão… decepcionante. Minhas expectativas já não eram muito boas, mas nossa, racismo, xingamentos, assédio… a lista continua”, escreveu, por exemplo, uma torcedora no Twitter.
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