Fórmula 1 tem quatro ausentes em novo ato contra racismo antes do GP da Estíria

Assim como aconteceu na semana passada, minutos antes do GP da Áustria, a Fórmula 1 promoveu novo ato de protesto contra o racismo. Mas, desta vez, quatro pilotos sequer apareceram: Carlos Sainz, Antonio Giovinazzi, Kevin Magnussen e Sergio Pérez. Kimi Räikkönen, Max Verstappen, Daniil Kvyat e Charles Leclerc mantiveram a postura de uma semana atrás e ficaram em pé

O GP da Estíria foi marcado por manifestações antirracistas antes e depois da corrida do último domingo (12). Minutos antes da largada no Red Bull Ring, a F1 deu novamente liberdade aos pilotos para se manifestarem. Como na semana passada, todos vestiram uma camiseta preta com a inscrição ‘End Racism’, ou fim do racismo, em tradução livre. Ao lado de Lewis Hamilton, que fez o gesto do punho cerrado no topo do pódio após vencer a corrida, assim como os ‘Panteras Negras’ nos Jogos Olímpicos de 1968, outros 11 pilotos se ajoelharam pouco antes do início da corrida.

Entretanto, se a atitude de permanecer em pé foi repetida por Charles Leclerc, Kimi Räikkönen, Daniil Kvyat e Max Verstappen, chamou a atenção a ausência de outros quatro pilotos, sendo que dois deles, Kevin Magnussen e Sergio Pérez, se ajoelharam uma semana atrás.

A F1 se juntou a um movimento mundial antirracismo ― deflagrado após o assassinato de George Floyd em Minneapolis, em maio, asfixiado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin.

Pilotos repetiram o protesto contra o racismo antes do GP da Estíria. Mas quatro competidores não compareceram à manifestação (Foto: AFP)

Desde a morte de Floyd, Lewis Hamilton tem se posicionado de forma muito contundente, seja nas redes sociais, seja nas ruas, chegando a participar de uma manifestação em Londres.

O hexacampeão se pronunciou ao criticar a brutalidade policial e a desigualdade social e disparou contra seus pares por ser uma voz solitária no mundo do esporte a motor na luta contra o racismo. A cobrança deu resultado e tirou alguns de seus pares do silêncio nas redes sociais. A Mercedes foi além e, em gesto histórico, trocou a tradicional cor prata pelo preto em seus carros W11 para a temporada 2020.

Na abertura da temporada, Max Verstappen, Charles Leclerc, Carlos Sainz Jr., Daniil Kvyat, Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi foram os únicos que não ajoelharam.

Desta vez, Verstappen, Leclerc, Räikkönen e Kvyat permaneceram em pé, mas alguns pilotos sequer estavam presentes na hora do hino, como Sainz, Giovinazzi, Kevin Magnussen e Sergio Pérez. Dentre todos, a atitude do mexicano é a que mais chama a atenção pelo fato de o piloto da Racing Point ser o único hispânico, também minoria, no grid da Fórmula 1.

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Os demais, seguiram com o protesto de se ajoelhar: Romain Grosjean, Daniel Ricciardo, Nicholas Latifi, Alexander Albon, Lance Stroll, Sebastian Vettel, Esteban Ocon, Valtteri Bottas, Pierre Gasly, George Russell, Lando Norris e, claro, Lewis Hamilton.

Dentre todas as equipes do grid, a única que não teve nenhum piloto que não aderiu ao protesto contra o racismo ao se ajoelhar foi a Alfa Romeo. Em postura institucional, a escuderia de Hinwil se pronunciou nas redes sociais ao se dizer “completamente comprometida com os princípios de igualdade, diversidade e inclusão e com a luta do esporte pelo fim do racismo e discriminação em qualquer espécie ou forma”.

O gesto de colocar um joelho no chão é uma forma de mostrar apoio aos pedidos justiça e combate ao racismo e protesto contra a violência policial. Em 2016, já no contexto do movimento Black Lives Matter, o jogador de futebol americano Colin Kaepernick passou a se ajoelhar durante a execução do hino dos Estados Unidos e, ainda que o protesto tenha impactado frontalmente a carreira do quarterback, o gesto passou a ser reproduzido mais e mais.

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