Hamilton aproveita pódio na Estíria e protesta com punho cerrado contra racismo

Lewis Hamilton fez o gesto do punho cerrado enquanto celebrava a vitória no Red Bull Ring. Manifestação remete à mesma da equipe de atletismo dos EUA nas Olimpíadas de 1968, também em um contexto de luta contra o racismo

O pódio não foi apenas um momento de celebração para Lewis Hamilton neste domingo (12) no Red Bull Ring. O britânico, vitorioso no GP da Estíria, aproveitou também para protestar contra o racismo: Hamilton fez o gesto do punho cerrado, relacionado ao movimento ao movimento negro.

O gesto do punho cerrado no pódio em muito lembra o da equipe americana de atletismo nos Jogos Olímpicos de 1968. Na ocasião, Tommie Smith and John Carlos, fizeram o gesto após ganhar respectivamente medalhas de ouro e de bronze nos 200m rasos. A ação foi em um momento crucial da luta por direitos civis para a comunidade negra nos Estados Unidos.

Hamilton voltou a protestar contra o racismo (Foto: AFP)

Mais de 50 anos depois, Hamilton simboliza uma outra batalha da mesma luta. O britânico se manifesta desde o fim de maio a respeito do assassinato de George Floyd nos Estados Unidos, que levou a uma série de protestos contra violência policial. Usando redes sociais como plataforma, Hamilton não cansou de lutar pelo que considera certo, com mensagens inclusive cobrando posicionamento da F1 frente a problemas sociais.

O movimento depois ganhou força na F1, que manifestou apoio tanto no GP da Áustria quanto no da Estíria. Nas duas ocasiões, pilotos vestiram camisas pedindo o fim do racismo durante as cerimônias pré-prova.

Durante o GP da Estíria, Hamilton teve vida fácil. O britânico liderou desde o começo, vendo Valtteri Bottas e Max Verstappen terminando em segundo e terceiro.

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