Fórmula 1 vive “grande momento” e poderia ter 30 GPs por temporada, diz CEO

Embora otimista e feliz com o momento da Fórmula 1, Stefano Domenicali descartou a possibilidade e inchar ainda mais o calendário: “Não podemos caminhar nesta direção”

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Em seu primeiro ano à frente do comando da Fórmula 1, Stefano Domenicali coleciona motivos para comemorar. Além do interesse crescente em razão de uma temporada marcada pela brutal rivalidade entre Lewis Hamilton e Max Verstappen e entre Mercedes e Red Bull, a categoria alcançou notáveis índices de audiência e anunciou dois novos destinos: Miami, a partir desta temporada de 2022, e o Catar, em contrato de dez anos a valer a partir do ano que vem.

O dirigente italiano se mostrou tão empolgado com o aumento do interesse global pela Fórmula 1 a ponto de acreditar que seria possível até mesmo montar um calendário com 30 GPs por temporada para amanhã. Entretanto, o executivo fez uma ressalva importante e garantiu que o cronograma, já inchado com 23 etapas em 2023, não será ampliado ainda mais.

“Estamos vivendo um grande momento para a Fórmula 1, sem dúvida”, declarou o CEO e presidente da Fórmula 1 em entrevista ao site britânico The Race.

MAX VERSTAPPEN; STEFANO DOMENICALI;
Max Verstappen e Stefano Domenicali no fim de semana do GP de Mônaco (Foto: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Domenicali entende que a Fórmula 1 pode comemorar seu crescimento nas mais variadas esferas. “Em termos de intensidade desportiva na pista, em termos das partes interessadas, do público… Em termos de um novo público chegando e de uma nova forma de conversar com os novos públicos e de ter um caminho claro nas regras para um futuro que é muito relevante para o nosso DNA, para a tecnologia e sustentabilidade do futuro com este tipo de combustível e sistema híbrido”, salientou.

“Portanto, é verdade que há um grande interesse por novos lugares, ou lugares antigos, para fazer parte do nosso calendário”, complementou.

Recentemente, o italiano falou novamente sobre a possibilidade de levar a Fórmula 1 de volta à África. A última vez que o Mundial correu em solo africano foi em 1993, na África do Sul. Uma segunda corrida na China e um terceiro GP nos EUA são cogitados. Para 2023, já há a confirmação da mudança de praça do GP da Rússia, que será sediado em São Petersburgo, e também da disputa do GP do Catar — que aconteceu emergencialmente em 2021.

“Sem dúvida, sem qualquer tipo de limitação que seja correto manter, poderia haver facilmente mais de 30 locais que poderíamos fazer um acordo amanhã, mas não podemos caminhar nesta direção”, avisou.

“É um bom problema para ter, em termos de negócios, em termos de futuro, para onde temos de ir”, brincou o dirigente, ciente da necessidade de promover um rodízio de circuitos para acomodar tantos interesses. “É algo que agora estamos entendendo sobre quais os melhores GPs que queremos manter numa base estável ou então pensarmos em determinados lugares, onde poderia haver um rodízio. São pensamentos que estamos elaborando”.

Um dos pontos reforçados por Domenicali é incluir no calendário circuitos de características diferentes e pistas novas, mas sem perder a tradição e traçados tradicionais. Na visão do italiano, é importante manter o equilíbrio, mas com as portas abertas sempre para o novo.

“A diversidade é muito importante. Cada uma tem uma característica diferente, uma abordagem diferente. A única coisa comum é o entusiasmo e a vontade de sermos protagonistas desta nova Fórmula 1. Às vezes na vida, quando você tem algo novo, isso te dá um pouco mais de energia”, concluiu o chefão da principal categoria do esporte a motor.

A Mercedes foi a primeira equipe a ligar o motor do carro de 2022 na F1 (Vídeo: Mercedes)
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