Russell cita “solidão” no Bahrein e pede fim de quique: “Vai beneficiar todo o resto”

George Russell revelou desconforto no carro da Mercedes com quique constante ao longo de 57 voltas no Bahrein, mas demonstrou otimismo sobre resolução do problema

FÓRMULA 1 AO VIVO 2022: TUDO SOBRE O GP DO BAHREIN DE F1 | Briefing

George Russell não teve exatamente a estreia que esperava como titular da Mercedes, no GP do Bahrein do último domingo (20) — vencido por Charles Leclerc, da Ferrari. Com um W13 que ainda sofre bastante com o quique visto na pré-temporada, tanto o #63 quanto seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, comemoraram bastante os 27 pontos somados em Sakhir — um quarto lugar de Russel e um terceiro do heptacampeão.

Após a corrida, o jovem britânico mostrou positividade com o resultado conquistado no Bahrein — contou com os abandonos de Max Verstappen e Sergio Pérez para ganhar duas posições no final —, mas reconheceu que a Mercedes está longe da liderança que ocupou ao longo dos últimos oito anos.

“Foi uma corrida um pouco solitária, mas fico feliz com o desempenho”, disse o britânico. “Tivemos uma boa primeira volta, um bom início, e conseguimos subir posições. Mas igualmente reconhecemos que estamos bem longe de onde queremos estar”, lamentou.

George Russell abriu sua caminhada na Mercedes com um quarto lugar no Bahrein (Foto: Mercedes)

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Questionado se o motor Mercedes estaria envolvido na dificuldade de acompanhar os líderes, Russell contemporizou e afirmou que o real problema do W13 é o quique nas retas, que a equipe ainda não conseguiu sanar. Vale destacar, porém, que todos os últimos seis colocados no Bahrein utilizavam motores Mercedes: Lance Stroll, Alexander Albon, Daniel Ricciardo, Lando Norris, Nicholas Latifi e Nico Hülkenberg.

“Eu não diria que foi apenas o motor”, reconheceu. “Existe um número de fatores que contribuem. Estamos com muito arrasto, mas esse quique que estamos tendo na reta vai te deixar mais lento, porque estamos batendo no chão ao invés de estarmos indo para a frente”, explicou.

“Acho que o déficit no tempo de volta é de 50% nas retas e 50% nas curvas”, prosseguiu. “Oferece um vislumbre de esperança, todos acreditamos que podemos resolver o problema, mas ainda realmente não sabemos e não sabemos também quanto tempo vai levar, se vai ser no próximo final de semana ou nem mesmo até o outro”, reconheceu.

Russell quer encontrar solução para o fim do quique na Mercedes (Foto: Mercedes)

Por fim, Russell ainda relatou ter se sentido bastante desconfortável com o balanço constante do W13, algo que não atrapalhava somente a pilotagem, mas também o nível de conforto do piloto no carro. Além disso, George opinou que encontrar a solução deste problema vai revelar o real potencial do monoposto alemão.

“Não diria que foi desgastante, apenas desconfortável mesmo”, admitiu. “Você quer uma pilotagem suave, e definitivamente não foi isso que tivemos. Estava afetando bastante os pneus, porque em cada zona de frenagem você está quicando em direção à curva, e a traseira escorrega sob frenagem porque o carro está sem equilíbrio”, afirmou.

“Nós sabemos que se o desempenho melhorar nisso, vai beneficiar todo o resto”, continuou. “Vai ajudar os pneus, nos ajuda nas frenagens e vamos ter mais aderência assim. Esperamos de verdade que possamos encontrar uma solução o mais rápido possível porque sabemos que vai responder a vários problemas, mas é mais fácil falar do que fazer”, encerrou.

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar