Russell diz que críticas de Verstappen “são válidas, mas ainda há margem para evolução”

George Russell disse que entende as críticas de Max Verstappen sobre os carros da F1 2026, mas ressaltou que ainda há muita margem para evolução e usou os motores de 2014 como exemplo

Apesar das fortes críticas aos carros de 2026 da Fórmula 1 por parte de nomes como Max Verstappen, Fernando Alonso e Lewis Hamilton, George Russell salientou que ainda é muito cedo para dar um veredito, mas que as críticas são válidas. O britânico enfatizou que há muita margem para evolução e usou os motores de 2014 como exemplo.

Em 2026, os carros da F1 são menores, mais leves e contam com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, são abastecidas com combustíveis sustentáveis e possuem 50% da potência proveniente da parte elétrica. Além disso, os pilotos têm à disposição os modos boost, ultrapassagem e recarga. As unidades de potência agora apresentam três vezes mais energia elétrica do que as utilizadas até 2025, chegando a 350 kW em vez dos 120 kW.

O aumento da potência elétrica não agradou diversos pilotos, em especial Verstappen. O tetracampeão ressaltou que não é possível pilotar no limite e disse que o carro atual parece “um Fórmula E com esteroides“. Russell compreendeu as críticas do rival, mas destacou que ainda há muita margem para melhora.

“As preocupações que ele levanta são válidas”, disse Russell à Viaplay sobre as críticas de Max. “Na minha opinião, tivemos poucos dias em um período de desenvolvimento que vai durar três anos. Sempre que se constrói algo novo, nunca é perfeito no primeiro dia. Evolui, desenvolve-se e nunca é perfeito”, seguiu.

George Russell destacou que ainda há margem para melhora com carros atuais da F1 (Foto: Mercedes)

“Gosto de manter a mente aberta, haverá muito progresso em três anos. Se analisarmos os motores de 2014, muitos pilotos reclamaram. Depois, no final do regulamento, o motor era o mais potente que já vimos na Fórmula 1. Portanto, é um pouco prematuro criticar tão cedo, mas as preocupações que eles estão levantando são, sem dúvida, justificáveis”, avaliou.

O procedimento de largada também está sendo uma preocupação para os pilotos. O novo sistema é bem mais complexo que o anterior, o que pode aumentar o risco de acidentes, já que existe a possibilidade de os carros demorarem a acelerar ou derraparem. Oscar Piastri, inclusive, já alertou para um possível “desastre”.

Russell admitiu que as largadas são “um verdadeiro desafio, para ser honesto”, e emendou: “Para os engenheiros, esses carros são, de modo geral, os mais complexos e complicados que já vimos. Fizemos muitos progressos desde Barcelona nas largadas em si. Não sei quanto às outras equipes, mas espero que em Melbourne tudo corra bem”, salientou.

Por outro lado, o piloto da Mercedes destacou alguns pontos positivos do novo regulamento, como a redução de peso e de tamanho dos carros de 2026.

“Sinceramente, é divertido. Os carros serem menores e mais leves definitivamente tornam a pilotagem mais agradável, e você vê todos os pilotos derrapando um pouco mais e lutando mais com o carro. Não víamos isso com os carros grandes porque eles eram muito pesados ​​e muito largos. Agora parece mais um kart, o que é ótimo”, finalizou Russell.

Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.

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