Russell diz que Mercedes “não é rápida aos domingos” e adota cautela na Espanha
Quarto colocado no grid de largada em Barcelona, George Russell fez longa análise sobre os desafios que a Mercedes pode enfrentar com os pneus durante a corrida
Ainda que tenha ficado satisfeito com o quarto lugar alcançado na classificação do GP da Espanha, realizada neste sábado (31), George Russell disse que a Mercedes poderia ter arriscado um pouco mais na estratégia com Andrea Kimi Antonelli na parte final. De qualquer forma, o britânico afirmou que agora está curioso para ver como o W16 vai se comportar em condições de muito calor durante a nona etapa da temporada 2025 da Fórmula 1.
Coincidentemente, o dono do #63 terminou em quarto em todas as fases da sessão que definiu o grid de largada: Q1, Q2 e Q3 — sempre atrás de Oscar Piastri, Lando Norris e Max Verstappen. Por fim, anotou 1min11s848 no momento que mais importava e acabou sendo 0s302 mais lento que o australiano da McLaren, que garantiu a pole-position.
“Sabemos que aos sábados nosso carro está entre o segundo e quinto lugar. Tem sido assim a temporada inteira, e hoje não foi diferente”, disse Russell em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. “Então, é bom termos conseguido chegar ao Q3 usando apenas dois jogos de pneus. Isso me dá um pneu macio novo para amanhã, que é um pneu válido para a corrida, então é positivo. Mas somos realistas, sabemos que o carro não é rápido aos domingos”, continuou.
“Também fizemos muitas mudanças no carro neste fim de semana para tentar melhorar o ritmo de corrida. Então, ver que isso não prejudicou o ritmo de classificação já é algo positivo. Mas também pode significar que não vai melhorar o ritmo de corrida”, explicou. “Amanhã vai ser interessante para nós — tivemos muita dificuldade quando usamos o composto macio em condições de calor, mas quando usamos o composto duro no Bahrein, também com calor, terminamos em segundo”, lembrou o britânico.

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“Dizem que, se os pneus superaquecem 10ºC, no C4 isso é muito mais crítico do que no C1. Então essa é a única ponta de esperança que temos para amanhã”, destacou Russell, que ainda afirmou que a Mercedes poderia ter sido um pouco mais ousada na parte final da classificação.
“Estivemos em quarto o fim de semana inteiro e senti que poderíamos ter sido um pouco mais agressivos na estratégia, tentando pegar um vácuo na curva 1 — especialmente com Kimi tendo apenas um jogo de pneus novos, ele nunca faria uma volta competitiva com o jogo usado”, explicou.
“Mesmo se fizer a volta da sua vida, os pneus têm uma diferença de 0s7. Então achei que poderíamos ter trabalhado juntos para tentar um grande resultado. No fim das contas, a segunda metade da volta foi a mais rápida que poderia fazer. Mas às vezes precisamos arriscar tudo se quisermos alcançar grandes resultados”, concluiu.
A Fórmula 1 realiza o GP da Espanha de 30 de maio a 1º de junho, em Barcelona, nona etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO em Barcelona para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
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| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horários em Brasília
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