
1) A GRANDE DÚVIDA SOBRE O POTENCIAL DA MERCEDES
Suzuka é um circuito de média-alta velocidade, onde o motor costuma fazer a diferença. Em teoria, é uma pista que favorece à Mercedes, mas depois de tudo o que se viu em Sepang, tal teoria já não se parece mais tão válida. O retrospecto recente é amplamente favorável às Flechas de Prata, que venceram em Suzuka nos últimos três anos (com Hamilton triunfando em 2014 e 2015).
Mas o retrospecto é o de menos em uma temporada imprevisível e cheia de variáveis. E para completar, há previsão de chuva para Suzuka na sexta e no sábado — para domingo, a meteorologia aponta sol. Seja no seco ou no molhado, o fato é que a Mercedes nem vai ter muito tempo para entender o que aconteceu. E precisa reagir já.
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2) A HORA DA VERDADE PARA VETTEL
Uma nova vitória no Japão é fundamental para as suas pretensões de título, ainda mais com a vantagem crescente do rival. Hamilton, agora com 34 pontos de frente, começa a administrar a dianteira e não quer mais correr riscos, como mostrou no embate contra Max Verstappen. É Vettel quem tem de arriscar e partir para o tudo ou nada.
Para piorar, há toda a dúvida sobre o estado da caixa de câmbio da sua Ferrari depois do
acidente bizarro com Lance Stroll após a bandeirada em Sepang. Se a troca for inevitável, a missão de terminar à frente de Hamilton vai ser quase impossível. Não há muito o que fazer, a não ser acelerar muito e aproveitar a boa forma da Ferrari. E esperar que a sorte, desta vez, possa mudar de lado nos boxes.
Sebastian Vettel tem a missão de aproveitar a boa forma da Ferrari em Suzuka (Foto: Ferrari)
3) O QUE ESPERAR DA RED BULL
A dúvida fica para ver se a forma de Verstappen e Daniel Ricciardo vai continuar neste fim de semana. Suzuka é um circuito um pouco mais veloz e, naturalmente, vai exigir mais do motor Renault em relação a Sepang. Mas a Red Bull aposta no equilíbrio do conjunto em uma pista bastante exigente para manter a curva ascendente e voltar a incomodar as rivais. Com a melhor dupla da F1 na atualidade em estado de graça, a expectativa é de muita emoção no fim de semana.
4) NA CASA DA HONDA, MCLAREN TESTA EVOLUÇÃO
Curioso ver que, depois de um calvário quase sem fim, a McLaren vive um bom momento justamente depois que anunciou ao mundo o rompimento com a Honda e o início da nova parceria com a Renault. Os motores japoneses pararam de quebrar e ajudaram Stoffel Vandoorne a marcar dois sétimos lugares seguidos, em Singapura e Sepang. Fernando Alonso levou azar em Marina Bay e foi mal na Malásia, terminando em 11º.
A forma da McLaren em Sepang chamou a atenção justamente por ser uma pista exigente para os motores. Por muitas voltas, Vandoorne chegou a andar em quinto. Claro que não é a posição real, ainda mais com Vettel largando no fim do grid e Räikkönen fora de combate. Mas reflete o crescimento da McLaren nesta reta final da temporada.
Embalada pela ótima forma de Vandoorne, a McLaren tenta manter a fase ascendente na terra da Honda (Foto: McLaren)
Em Suzuka, espera-se uma jornada mais difícil por conta do déficit do motor Honda em relação às concorrentes diretas, mas não seria nenhum absurdo ver novamente os carros de Woking novamente alcançarem o top-10. Na mesma pista onde, há dois anos, Alonso disparou contra o motor de ‘GP2’ da Honda, desta vez há margem para um final bem mais feliz. O que amenizaria, ao menos um pouco, o fim do melancólico casamento entre McLaren e Honda.
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5) KONNICHIWA, SUZUKA
Suzuka é um circuito adorado pelos pilotos. Suas características são bastante particulares, com algumas curvas marcantes, como o conjunto de esses, a Degner e a famosa 130 R. A média horária passa dos 230 km/h em um traçado de 5.807 m de extensão. A pista é desafiadora e costuma separar os homens dos meninos.
Também conta todo o fator histórico que Suzuka carrega. A pista, que faz parte do calendário do Mundial de F1 desde 1987, já foi palco de grandes decisões e é especial para os brasileiros, que festejaram o último título de Nelson Piquet e os três de Ayrton Senna. Em 8 de outubro de 2000, Michael Schumacher conquistou seu primeiro título pela Ferrari, encerrando um jejum histórico e abrindo uma nova dinastia na F1.
O GP do Japão também é o último do calendário em que os brasileiros vão ter de acionar o despertador ou então esticar a noite para acompanhar. Depois, só no GP da Austrália em 2018. Com o desfecho da fase asiática da F1, o fã brasileiro vai acompanhar as próximas três corridas no período da tarde: GPs dos EUA, México e o do Brasil.
TORO ROSSO DEMOROU DEMAIS
REBAIXAMENTO SEGUIDO DE AFASTAMENTO DE KVYAT É TUDO, MENOS INJUSTO
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