Grupo McLaren reage a reportagem e nega venda à Audi: “Totalmente impreciso”

A revista britânica Autocar trouxe uma reportagem sobre a venda do Grupo McLaren por parte da Audi, montadora parte do Grupo Volkswagen. A informação, contudo, foi negada pela empresa sediada em Woking

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O Grupo McLaren vem tendo seu nome, nas últimas semanas, no centro de reportagens que deram conta de mudanças importantes no rumo da empresa. Recentemente, a revista alemã Auto Motor und Sport noticiou o interesse da Audi, marca do Grupo Volkswagen, em se associar à companhia britânica para entrar na Fórmula 1, na esteira de uma eventual aprovação do novo regulamento de motores para 2026. Nesta segunda-feira (15), a revista britânica Autocar foi além e reportou a venda do Grupo McLaren à Audi. A empresa sediada em Woking tratou de rejeitar veemente a informação cerca de uma hora depois.

“O Grupo McLaren está ciente de uma reportagem na imprensa informando de que ele foi vendido para a Audi. Isso é totalmente impreciso, e a McLaren está buscando remover a história”, informou a nota emitida pela empresa.

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Woking, McLaren, Fórmula 1 2020
Sediado em Woking, o Grupo McLaren negou venda para a Audi (Foto: Reprodução)

“A estratégia de tecnologia da McLaren sempre envolveu conversas e colaboração contínuas com parceiros e fornecedores relevantes, incluindo outras montadoras, no entanto, não houve nenhuma mudança na estrutura de propriedade do Grupo McLaren”, complementou.

A reportagem da Auto Motor und Sport citou o interesse do Grupo Volkswagen, por meio da Audi, em comprar o Grupo McLaren, envolvendo também a equipe de Fórmula 1. Mas a mesma publicação alemã trouxe a informação que a empresa, depois de um período recente de dificuldades financeiras, vem conseguindo se recuperar e não tem interesse numa eventual venda.

Além da Porsche, outra empresa do Grupo Volkswagen, a Porsche, tem interesse em entrar na Fórmula 1. Mas tudo depende da aprovação do novo regulamento de motores, algo que será votado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) em 15 de dezembro.

A grande questão sobre os novos motores diz respeito ao MGU-H, componente da unidade de potência que converte gases de escape quentes em energia elétrica. Porém, trata-se uma peça complexa e de alto custo. A intenção é abandonar este conceito a partir de 2026, mantendo o motor V6, mas com combustíveis totalmente sustentáveis, buscando também reduzir os custos, já que seria inviável alcançar a neutralidade do consumo de carbono com o conceito atual de unidade de potência.

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Outro ponto importante do novo conceito é o aumento da potência do MGU-K, fonte de energia cinética do motor. A ideia é fornecer 476 cv em vez dos atuais 163, tentando compensar a perda de performance evidente com a introdução dos combustíveis com 100% de neutralidade e a simplificação dos motores, o que também tornaria as baterias maiores.

A Porsche, ainda de acordo com a AMuS, tem interesse em se associar à Red Bull, em parceria nos mesmos moldes do que a Honda tem hoje com a escuderia taurina.

Já a Autocar diz que uma fonte de dentro da McLaren confirmou a transação. Segundo tal fonte, a Audi apresentou uma oferta ao presidente-executivo do Grupo McLaren, Paul Walsh. Tal proposta foi primeiramente rejeitada pela Mumtalakat Holding Company, do Bahrein, acionista majoritária do Grupo McLaren. A proposta, então, foi devolvida à Audi com uma observação, de que a oferta fosse dobrada. Não se sabe se o valor requisitado pela empresa foi alcançado, mas a fonte diz que a venda foi sacramentada.

Procurada pela reportagem da Autocar, a Audi preferiu não comentar, enquanto a agência de notícias Reuters trouxe a informação, ainda no domingo, que a marca alemã estava “aberta a oportunidades de cooperação”.

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