Zhou descreve emoção na China e planeja ajudar jovens: “Não quero ser o último”

Ao GRANDE PRÊMIO, Guanyu Zhou falou sobre a emoção por disputar o GP da China e descreveu o desejo de ajudar jovens pilotos chineses, mas avisou que a própria carreira ainda é prioridade

Guanyu Zhou está de partida da Fórmula 1, mas ao menos teve a oportunidade de correr na terra natal. Em abril, após cinco anos de ausência do calendário por conta da pandemia de Covid-19, o GP da China voltou. O piloto da Sauber não teve uma exibição marcante, cruzando a linha de chegada na 14ª colocação, mas foi saudado pelo público local e considera a corrida como uma das principais da carreira.

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Zhou, que é o primeiro piloto chinês da história da Fórmula 1, falou sobre a pressão por correr em casa e a emoção por receber a bandeira quadriculada em um dos anos mais complicados da carreira, onde não somou pontos durante todo o ano.

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“Foi uma corrida que eu queria muito completar. Foi um fim de semana de corrida sprint e acho que meu melhor resultado foi lá, cheguei no SQ3 também. No fim, só queria completar a corrida de boa maneira. Aquele fim de semana foi louco, mas foi o mais pressionado da minha vida. Todos estavam me apoiando e queria que eles se sentissem honrados. É claro que estava representando meu país e é uma honra, mas queria ir bem. Depois do fim de semana, as emoções saíram. Tentei tratar como normal, mas é diferente, a torcida gritando seu nome sempre que aparece. A energia era incrível, nunca passei por algo assim. Louco. Foi o melhor GP da minha vida, nunca me senti assim”, declarou Zhou.

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Guanyu Zhou (Foto: Sauber)

Guanyu também falou sobre o impacto da popularidade que tem na China e como deseja influenciar positivamente no automobilismo local. Hoje, o mais próximo da Fórmula 1 é Liu Ruiqi, que disputou a temporada 2024 da Fórmula Regional Europeia, mas sem muito destaque, apenas na 22ª posição. Apesar do desejo de ajudar, Zhou apontou que a própria carreira ainda é mais importante.

“Acho que a popularidade do esporte a motor é grande e os chineses estão melhorando, e também o esporte a motor é um hobby para as pessoas normais, e menos uma realidade. É bom ver jovens entrando no kart, na F4 por causa de mim. Isso é ótimo. Nos próximos 5 ou 10 anos terá outro? É uma grande interrogação, não será fácil, mas até para mim, no futuro, quando parar de correr, vou tentar ajudar os mais jovens. Quero ser o primeiro, mas não o último. Ter impacto com uma Federação ou Academia para trazer os pilotos ao mais alto nível, quem sabe na Fórmula 1. Obviamente é um plano de longo prazo, ainda luto pela minha carreira, meu futuro. Mas acho que os chineses estão na direção certo e espero que siga assim”, concluiu.

Fórmula 1 volta às pistas para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, entre os dias 21 e 24 de novembro. Depois, realiza corridas no Catar, última sprint do ano, e Abu Dhabi. Serão as últimas provas da temporada 2024.

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