Guerra entre Mercedes e Red Bull tem altitude como fator determinante no México

Autódromo Hermanos Rodríguez está 2.300 metros acima do nível do mar, o que se adequa melhor ao carro da Red Bull. Por lá, Max Verstappen venceu duas das últimas três corridas

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Em um campeonato tão equilibrado como a temporada 2021 da Fórmula 1, as duas equipes que ainda brigam pelo título — Mercedes e Red Bull — precisam aproveitar ao máximo cada um de seus pontos fortes para se colocarem mais próximas de levantar a taça. E se os taurinos foram aos EUA para agarrar uma vitória em uma pista na qual os rivais eram os favoritos, no México a missão de Max Verstappen e cia será garantir que o contrário não aconteça.

É natural que cada carro da Fórmula 1 se adapte melhor a determinado tipo de pista, levando em consideração suas características. No entanto, isso não significa uma garantia de vitória, como a Mercedes sentiu na pele nos EUA e na França, por exemplo. Desta forma, por mais imprevisível que seja o resultado, é possível analisar os motivos de um conjunto se adaptar melhor a certo tipo de circuito.

No caso do Autódromo Hermanos Rodríguez, as duas vitórias de Verstappen nas últimas três corridas dão o tom do que está por vir. E o motivo principal é a altitude: o circuito está situado na Cidade do México, capital que fica 2.300 metros acima do nível do mar e tem a densidade do ar em torno de 25% mais baixa devido à elevação. E em uma disputa tão parelha entre dois gênios do automobilismo, qualquer diferença pode ser decisiva na conquista do campeonato.

A alteração na densidade do ar pode beneficiar a Red Bull de duas formas, na verdade: o turbo-compressor dos carros é consideravelmente mais exigido como forma de literalmente comprimir o ar, e esse processo é feito de forma mais rápida se a peça tiver um tamanho menor, pois a temperatura necessária é atingida primeiro. É o caso do carro de Verstappen e Sergio Pérez.

Assim, os dois recebem um ganho elogiável de velocidade em seus bólidos, além do principal: maior eficiência no consumo de energia, o ERS, que possibilita ao piloto ganhar potência em curtos períodos por volta, dentro de um limite de uso.

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Max Verstappen e Sergio Pérez foram ao pódio no GP dos EUA e querem repetir resultado no México (Foto: Red Bull)

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E isso leva diretamente à segunda carta na manga que a altitude oferece à Red Bull: a enorme reta principal do Hermanos Rodríguez, que poderia beneficiar a maior eficiência aerodinâmica da Mercedes, é mitigada pelas configurações dos carros, que precisam de alto downforce justamente por estarem tão acima do nível do mar. Quanto mais força de arrasto, mais os carros se prendem ao chão e consequentemente, perdem velocidade. Ou seja, os taurinos conseguem vantagem em dois aspectos que podem — e costumam — ser cruciais para o resultado.

A Red Bull, então, aparenta ter as oportunidades na mesa para dificultar ainda mais a vida de Lewis Hamilton na reta final do campeonato. Sempre lembrando, claro, que as condições de pista e as circunstâncias da corrida afetam diretamente no resultado final, tornando-o imprevisível. Se tem algo que a temporada de 2021 nos mostra, é que os favoritismos duram apenas até o momento da largada.

O ano fenomenal de Verstappen coloca todos os dados em perspectiva, dado o nível alcançado pelo prodígio, magistral no Texas contra um dos maiores pilotos de todos os tempos. Lewis Hamilton, por sua vez, também fez excelente corrida e segue extraindo tudo aquilo que a Mercedes pode oferecer. A questão é que, pela primeira vez desde 2013, pode não ser o suficiente para a esquadra de Toto Wolff.

Cabe lembrar, ainda, que apenas os dois pilotos venceram no circuito desde 2016, com dois triunfos para cada. Max cruzou a linha de chegada no primeiro lugar em 2017 e 2018, antes de um furo no pneu sepultar qualquer chance de vitória em 2019.

Da mesma maneira que a Red Bull foi cirúrgica ao ‘tirar o doce da boca’ da Mercedes em Austin, será necessário que os taurinos evitem o contra-ataque da escuderia alemã – que sonha em encerrar a era híbrida da Fórmula 1 com absolutamente todos os títulos que disputou.

David Vidales quase decola e acerta Dino Beganovic. Os dois pilotos, da Prema, abandonaram em Monza (Vídeo: FRECA)
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