Guia F1 2015: McLaren Honda
A McLaren resolveu reatar uma parceria que lhe rendeu louros e glórias no fim dos anos 80/começo dos 90. A questão é que a Honda ainda não se encontrou no seu retorno à F1. E Fernando Alonso está fora de combate

| Sede: | Woking, Inglaterra |
| Carro: | MP4-30 |
| Motor: | Honda |
| Principais dirigentes: |
Ron Dennis Éric Boullier Sam Michael Jonathan Neale |
| Piloto reserva: | Kevin Magnussen |
| Em 2014: | Quinta colocada no Mundial de Construtores (181 pontos) |
| Melhor resultado: |
12 Títulos de Pilotos 8 Títulos de Construtores |
| Melhor tempo em Jerez: |
1min27s660 (Jenson Button, 15º) |
| Melhor tempo em Barcelona: |
1min25s225 (Kevin Magnussen, 15º) |
Apesar da expectativa em relação ao motor Honda, as coisas não parecem tão bem para o lado da McLaren. Em uma palavra, a pré-temporada da equipe de Woking foi: caótica. Por conta de sequenciais quebras, Fernando Alonso e Jenson Button foram alguns dos pilotos que menos rodaram e, por isso, é difícil dar uma impressão certeira do desempenho do novo bólido.
Seja como for, a Honda certamente tem o conhecimento técnico necessário para superar qualquer problema que sua unidade de potência venha a apresentar. Ainda assim, com a Mercedes seguindo dominante, não será nada fácil compensar o atraso em relação às equipes rivais. E como se não bastassem os problemas apresentados pelo carro, um acidente com Alonso na segunda bateria de testes da pré-temporada é mais um revés para a McLaren. O asturiano passou três dias no hospital, perdeu o último teste coletivo e está fora do GP da Austrália. Com toda certeza, este início de trabalho não faz jus à expectativa criada pela reunião de McLaren e Honda.

Alonso pode até ser um campeão cansado, mas está longe de entregar os pontos. De olho em um terceiro título mundial, o asturiano cansou de esperar pelas promessas da Ferrari e aceitou o desafio de voltar para a McLaren, que neste ano reinicia sua histórica parceria com a Honda. Pelo que se viu na pré-temporada, entretanto, Alonso vai precisar desfilar sua paciência por mais algum tempo. Mas talvez da pior forma possível: começando o Mundial com o controle-remoto na mão e sentado no sofá. O acidente em Barcelona o tirou de ação em Melbourne. DIria o outro: que fase…

A princípio, só se espera que Magnussen dispute o GP da Austrália, prova onde justamente obteve seu melhor resultado na única temporada na F1. Reserva da McLaren, o dinamarquês ganhou uma chance no infortúnio de Alonso. Ainda em período de noviciado, pouco se pode esperar do filho de Jan nesta primeira prova com este carro que só falhou quando foi à pista. A tendência, então, é que Kevin só faça figuração e espere a vida o levar conforme a necessidade.

Cara da McLaren nos últimos anos, Button encerrou 2014 na constrangedora situação de não ter seu futuro definido. Depois de muito enrolar, porém, a esquadra de Woking apostou na experiência do campeão de 2009 e jogou Kevin Magnussen para escanteio. Confirmado como titular, Button tem a missão de enfrentar Alonso, um piloto que não é lá dos mais fáceis na relação com os companheiros de equipe. Dono do maior número de GPs entre os pilotos em atividade, o inglês vai dividir com o espanhol a responsabilidade de reconduzir a McLaren ao topo da tabela.
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