Guia F1 2015: Sahara Force India F1 Team

O uso do túnel de vento da Toyota parecia ser a grande arma da Force India para esta temporada. Mas a falta de grana fez a equipe atrasar na concepção do carro. O resultado: começar atrás para tentar recuperar o terreno

Sede: Silverstone, Inglaterra
Carro: VJM08
Motor: Mercedes
Principais dirigentes: Vijay Mallya
Subrata Roy Sahara
Bob Fernley
Otmar Szafnauer
Andrew Green
Piloto reserva:
Em 2014: 6º no Mundial de Construtores (155 pontos)
Melhor resultado: 9º no Mundial de Pilotos
6º no Mundial de Construtores
Melhor tempo em Jerez:
Melhor tempo em Barcelona: 1min24s939
(Nico Hülkenberg, 13º)
Talvez esteja na Force India a maior incógnita da temporada. Depois de um grande começo em 2014, com Nico Hülkenberg sempre no pelotão da frente e Sergio Pérez alcançando um pódio no Bahrein, o time de Vijay Mallya só caiu. Enquanto todos os times concorrentes evoluíram, a equipe manteve o mesmo padrão e, muitas vezes, isto não foi o suficiente sequer para marcar pontos. Se sonhou até com um quarto lugar no Mundial de Construtores, o time indiano fechou em uma esperada sexta colocação.

A transição para 2015 foi extremamente complicada. Mergulhada em uma crise financeira, a Force India chegou a ter em dúvida a sua participação no campeonato. O carro também teve sérios problemas em seu desenvolvimento. Tanto demorou para que ficasse pronto que o VJM08 só foi estrear no segundo dia da última bateria de testes coletivos em Barcelona, com Hülkenberg pilotando. Por todas as situações apontadas, é difícil imaginar que a Force India entre com a força apresentada no início de 2014. Seu trunfo está no túnel de vento da Toyota, considerado o melhor do mundo, que passou a utilizar nesta temporada.

Aquele que surgiu como grande promessa na Sauber teve uma passagem bastante apagada na McLaren. A Force India foi, então, a terceira equipe de Pérez na F1, e seu primeiro ano foi marcado por altos e baixos. Bem menos constante que seu companheiro Nico Hülkenberg, o mexicano conseguiu o melhor resultado da equipe, fechando o GP do Bahrein em terceiro. Com todos os problemas apresentados pela Force India, é muito difícil imaginar que Pérez consiga fazer algo melhor do que foi o décimo lugar em 2014. A não ser que esteja em um daqueles dias em que faz um brilhareco.
Não é fácil ser Hülkenberg. Considerado por muitos o piloto mais azarado do grid da F1 e um dos mais talentosos, o alemão tem tudo para ter uma temporada para lá de complicada. Após ser um dos destaques de 2014, marcando 96 pontos, o alemão teve seu auge junto com o da Force India, tendo uma segunda metade de temporada complicada. Pelo tempo que a Force India levou para desenvolver seu novo carro e pelo complicado momento financeiro que o time vive, Hülkenberg vai ter limitações para reeditar os bons momentos vividos em 2014. O que é um pecado pela imensa habilidade.

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