Guia F1 2018: Após 48 anos, Brasil deixa categoria. Antes ufanista, como transmissão de TV deve ser agora?

Com a saída de Felipe Massa, a temporada 2018 da F1 será a primeira sem ao menos um piloto brasileiro desde 1969, um ano antes da estreia de Emerson Fittipaldi. As transmissões continuarão na TV Globo e no SporTV - mas fica a dúvida: o que telespectadores esperam delas? Vote na enquete do GRANDE PRÊMIO

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“Estaremos juntos, Reginaldo Leme, Luciano Burti, Mariana Becker, no Grande Prêmio da Austrália de 2018”: foi assim que Galvão Bueno encerrou a transmissão do GP de Abu Dhabi de 2017, a última corrida da F1 no ano passado. O recado era claro: não importava se o Brasil não teria mais pilotos a partir desta temporada, a TV Globo seguiria transmitindo as corridas, com o SporTV de 'backup' para provas cujo horário não se encaixem na rede aberta – como EUA e México, por exemplo. 

A confirmação veio durante esta semana, com Galvão escalado ao lado dos parceiros citados acima na transmissão do GP da Austrália, no próximo domingo, abertura da temporada 2018 – a narração será feita do estúdio do canal em São Paulo.

Assim, a dúvida surge, e o GRANDE PRÊMIO pergunta ao seu leitor, fanático por automobilismo e por sua principal categoria: se até 2017 a transmissão da Globo/SporTV era até certo ponto 'ufanista', com torcida clara pelos brasileiros e constante destaque para eles, mesmo que longe da briga pelo título ou por uma vitória, como tudo deve ser a partir de agora? 

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Em conversa com o GP no final de 2017, já após o término da última temporada da F1, Reginaldo Leme afirmou que a transmissão da Globo em nada mudará. Para o comentarista, o público da categoria é "fixo", e só muda se algum brasileiro estiver brigando por título, o que fatalmente atrai interessados na conquista, algo típico do país em sua relação com o esporte em geral.

Só que essa opinião de Leme pode ser 'testada' dentro da própria Globo. Nas corridas em Abu Dhabi e em Interlagos, no último ano, houve quem sentisse uma tendência da transmissão de Galvão Bueno em escolher um novo piloto para que a torcida brasileira torcesse – no caso, Lewis Hamilton.

É possível que tenha sido um teste: será que o público brasileiro do nicho da F1 necessita de um piloto para torcer, ou está ali acompanhando a transmissão para curtir equipes, carros e pilotos de talento independentemente do local de nascimento?

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Reginaldo Leme (Foto: Reprodução/Instagram)

As reações do público têm sido mistas. Nas páginas do GRANDE PRÊMIO, por exemplo, em notícias sobre as transmissões, ou sobre possíveis sucessores de Felipe Massa nos próximos anos, os comentários são praticamente divididos entre "perdeu a graça" e "o que importa é a F1, não brasileiros". De qualquer forma, o público terá que passar por essa adaptação: afinal, são 48 anos seguidos com ao menos um brasileiro no grid  – a distante temporada de 1969, um ano antes de Emerson Fittipaldi estrear, foi a última sem.

Pensando, então, no fato do principal narrador esportivo do país seguir responsável pelas transmissões da categoria, do principal comentarista do mesmo canal acreditar que nada muda, e no fato de que o torcedor brasileiro, usualmente, se importa mais com vitórias do que com presença, competitividade, vote na enquete abaixo, que fecha o Guia F1 2018 do GP dando voz ao fanático pelo automobilismo.

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