Haas vê futuro na F1 seguro, mas põe Mazepin em dúvida: “Nem tudo depende de nós”

Guenther Steiner assegurou que a equipe não será impactada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, mas admitiu que é preciso lidar com questões legais

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Chefe da Haas, Guenther Steiner afirmou que a escuderia não será afetada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, mas foi muito menos assertivo ao falar do futuro de Nikita Mazepin. O dirigente ressaltou que nem tudo depende da equipe.

O leste da Europa vive dias de muita tensão. Desde quinta-feira (24), tropas da Rússia invadem o território da Ucrânia, avançando em direção à capital Kiev, que voltou a ser bombardeada. A invasão em larga escala ao território ucraniano acontece por terra, mar e ar e, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), já hã 127 vítimas civis, além de outras 102 feridos.

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Nikita Mazepin foi removido da coletiva de imprensa prevista para hoje (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)

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O Ocidente respondeu com sanções, que miram bancos, empresas e oligarcas russos. Até agora, porém, isso não foi suficiente para conter a Rússia.

A situação atingiu em cheio a Haas, que tem uma gigante russa do ramo de fertilizantes como principal patrocinadora. O dinheiro russo, aliás, é também o que sustenta a vaga de Mazepin na equipe.

Nesta sexta-feira (25), a equipe americana apareceu para o último dia de testes em Barcelona sem estampar a marca da Uralkali nos carros e também sem as cores da bandeira russa. À imprensa, Steiner assegurou que a equipe não será afetada pela situação.

“A equipe não será afetada. Falei com eles ontem e disse a eles que não há motivo para preocupação. Tomamos a decisão certa para enviar uma mensagem a todos”, destacou Steiner, que afirmou que vai “trabalhar” na situação “na próxima semana”.

Questionado se, levando em conta a situação e a falta de performance de Mazepin, vale a pensa manter o piloto, Guenther respondeu: “Existem questões legais que temos de analisar e aí veremos o que acontece. Isso precisa ser resolvido. Nem tudo depende de nós. Existem governos envolvidos”, limitou-se a dizer.

Entenda o conflito entre Rússia e Ucrânia:

Na última segunda-feira (21), o presidente russo Vladimir Putin reconheceu, em decreto, a independência das províncias separatistas de Donetsk e Luhansk. O movimento gerou sanções da União Europeia e dos Estados Unidos ao governo e a empresas russos, aumentando também o medo de um confronto na região.

A tensão escalou de vez no leste europeu nesta quinta-feira (24), já que a Rússia atacou a Ucrânia em um movimento classificado por Kiev como uma “invasão total”. Às 5h45 [23h45 de quarta-feira, no horário de Brasília], Putin anunciou em um pronunciamento uma “operação militar especial” para “proteger a população do Donbass”, uma área de maioria étnica russa no leste ucraniano.

O comando militar russo alega que “armas de precisão estão degradando a infraestrutura militar, bases aéreas e aviação das Forças Armadas da Ucrânia”. De acordo com a rede britânica BBC, há relatos de tropas cruzando diversos pontos da fronteira e explosões perto das principais cidades do país ― não só no Donbass, onde grupos separatistas foram reconhecidos pela Rússia.

Na TV, Putin afirmou que a Rússia não planeja uma ocupação da Ucrânia, mas ameaçou com uma resposta “imediata” qualquer um que tente interromper a operação atual. O mandatário russo recomendou que os soldados ucranianos se rendam e voltem para casa. “Do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo derramamento de sangue”, avisou.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky decretou lei marcial em todo o país, instaurando regime de guerra e convocando grande parte dos reservistas das forças armadas – inclusive impedindo que qualquer homem entre 18 e 60 anos de idade saiam do país nos próximos 30 dias.

Segundo autoridades ucranianas, o primeiro dia de conflito terminou com a morte de mais de 300 pessoas. A crise militar é uma das maiores desde a Segunda Guerra Mundial e a mais grave da Europa envolvendo uma potência nuclear.

O cerco à capital Kiev se intensificou nesta quinta e, segundo o jornal americano The New York Times, soldados da Rússia já estão na cidade. O desespero tomou conta da população, que foi orientada pelo próprio governo a lançar coquetéis molotov na direção dos soldados da Rússia. A imprensa local, inclusive, tem ensinado a população a fazer o artefato.

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