Haas aparece sem bandeira ou patrocínio russo para último dia de testes em Barcelona

A Haas, que utilizou um carro no jogo de cores da bandeira da Rússia desde o ano passado, tirou tudo após invasão da Ucrânia

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A Haas apareceu para o terceiro e último dia de testes coletivos de pré-temporada da Fórmula 1, nesta sexta-feira (25), completamente diferente de como esteve nos últimos dois dias e em toda a temporada 2021. Sem a bandeira da Rússia, esteve com carro branco e sem a patrocinadora-máster. O motivo é, claro, a invasão do país à Ucrânia.

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A decisão das mudanças de visual foi tomada ao longo do dia na última quinta-feira, quando a Europa acordou com a notícia de que as tropas militares russas receberam ordens para invadir o território ucraniano, na eclosão de uma relação que é tensa há alguns anos. A Haas ainda usou a aparência original durante o dia, mas o efeito era claro: o chefe Günther Steiner foi liberado da entrevista coletiva para a qual estava escalado ontem, o que aconteceu também com o piloto Nikita Mazepin para a tarde de hoje.

Mazepin é um elemento importante na história. Russo e impulsionado para a F1 pelo dinheiro do pai, que se tornou quase sócio de Gene Haas nos últimos dois anos, vai à pista para encerrar os testes com o futuro da parceria em questão. Isso porque a empresa de Dmitry Mazepin, a mineradora Uralkali, tem laços muito próximos ao governo de Vladimir Putin. Com isso, o nome da empresa também foi sacado não apenas do carro, mas até do hospitality da equipe no Circuito de Barcelona-Catalunha.

Antes da invasão efetiva, mas quando já era iminente, Steiner admitiu que a Haas estava pronta para impactos comerciais causados pelo conflito. Ontem, após a invasão, Sebastian Vettel afirmou que não vai disputar o GP da Rússia, marcado para setembro, ainda que a F1 decida mantê-lo no calendário. A categoria, por sua vez, marcou uma reunião com as equipes para entender a possibilidade de cancelamento da prova de Sóchi.

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Confira as mudanças na área de hospitalidade com e sem o nome da Uralkali:

Haas antes da mudança (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)
Haas depois da mudança (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)
Haas antes da mudança (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)
Haas depois da mudança (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)
Haas antes da mudança (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)
Haas depois da mudança (Foto: Eric Calduch/GRANDE PRÊMIO)
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Entenda o conflito entre Rússia e Ucrânia:

Na segunda-feira (21), o presidente russo Vladimir Putin reconheceu, em decreto, a independência das províncias separatistas de Donetsk e Luhansk. O movimento gerou sanções da União Europeia e dos Estados Unidos ao governo e a empresas do país, aumentando também o medo de um confronto na região.

Nesta quinta-feira (24), a tensão escalou de vez no leste europeu, já que a Rússia atacou a Ucrânia em um movimento classificado por Kiev como uma “invasão total”. Às 5h45 [23h45 de quarta-feira, no horário de Brasília], Vladimir Putin, presidente da Rússia, anunciou em um pronunciamento uma “operação militar especial” para “proteger a população do Donbass”, uma área de maioria étnica russa no leste ucraniano.

O comando militar russo alega que “armas de precisão estão degradando a infraestrutura militar, bases aéreas e aviação das Forças Armadas da Ucrânia”. De acordo com a rede britânica BBC, há relatos de tropas cruzando diversos pontos da fronteira e explosões perto das principais cidades do país ― não só em Donbass, onde grupos separatistas foram reconhecidos pela Rússia.

Na TV, Putin afirmou que a Rússia não planeja uma ocupação da Ucrânia, mas ameaçou com uma resposta “imediata” qualquer um que tente interromper a operação atual. O mandatário russo recomendou que os soldados ucranianos se rendam e voltem para casa. “Do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo derramamento de sangue”, considerou Putin.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky decretou lei marcial em todo o país, instaurando regime de guerra e convocando grande parte dos reservistas das forças armadas – inclusive impedindo que qualquer homem entre 18 e 60 anos de idade saiam do país nos próximos 30 dias. Nas últimas horas, os relatos são de que as forças russas conseguiram invadir a capital Kiev pela borda norte.

Segundo autoridades ucranianas, o primeiro dia de conflito terminou com a morte de mais de 300 pessoas. É a mais grave crise militar da Europa envolvendo uma potência nuclear e uma das maiores desde a Segunda Guerra Mundial.

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