Haas pede que FIA não aumente teto de gastos: “Está realmente bom para o meio do pelotão”
Chefe da equipe americana, Guenther Steiner adicionou mais uma voz à polêmica em torno do novo - e reduzido - limite orçamentário da Fórmula 1
A controvérsia quanto ao remodelado limite de gastos da Fórmula 1 segue dando pano para manga. Depois de uma verdadeira polarização em respeito ao assunto no grid – com os times de ponta à favor de um aumento extraordinário do teto orçamentário, enquanto as equipes do meio do pelotão posicionando-se contra uma possível resolução nesse sentido -, foi a vez da Haas acrescentar uma voz ao debate.
O argumento de Ferrari, Red Bull, Mercedes e McLaren é de que, com a invasão da Ucrânia por parte da Rússia e a inflação subindo devido à guerra, algumas equipes não conseguiriam cumprir com a determinação dos gastos, pois teriam que fazer cortes severos para se manterem dentro da regra. Por outro lado, times como Alpine, Aston Martin, Alfa Romeo e, agora, a Haas, apontam que há preocupação de que as esquadras de topo estejam pedindo por um aumento do teto orçamentário apenas para manterem altos níveis de investimento.
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Aumentar o teto de gastos, portanto, contribuiria para a desigualdade de forças do grid – algo que a F1 visa combater, justamente tendo este como motivo central da nova era técnica que a categoria enfrenta em 2022.

“(Grid) está se misturando. Como sempre disse, no curto prazo, nada vai mudar. Mas, no médio a longo prazo, acho que o pelotão do meio vai ficar ainda mais próximo. Portanto, não devemos agora alterar o limite orçamentário e aumentá-lo, porque isso está realmente bom para as corridas do meio do pelotão”, afirmou Guenther Steiner.
“Você não sabe quem é o ‘melhor do resto’. Se continuarmos com esse teto de gastos e as regras atuais, os times do meio vão ficar mais próximos aos de ponta. Temos que cumprir (com o limite orçamentário). Não tenho emprego se disser ao meu chefe que não chegarei ao final da temporada. Esse é o meu trabalho. Precisamos realizá-lo porque se você não terminar a temporada, no ano seguinte você não ganha dinheiro”, disparou o chefe da Haas.
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Como parte do novo regulamento técnico da Fórmula 1, a categoria colocou em vigor um novo teto de gastos para 2022. Reduzido à quantia de US$ 140 milhões (aproximadamente R$ 673 milhões, na cotação atual), cerca de US$ 5 milhões (próximo dos R$ 24 milhões) a menos em comparação a 2021.
Recentemente, a Red Bull – voz mais ativa do movimento ‘pró-aumento’ -, representada por Christian Horner, reiterou que “sete times perderiam as últimas quatro corridas do ano” caso a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) não atenda aos pedidos dos times de ponta. Tal afirmação, evidentemente, gerou resposta de Steiner.
O chefe da Haas, como já é tradição, brincou com a declaração de Horner e chegou até a oferecer solução apoiada por Mercedes e McLaren: o estabelecimento de um limite de orçamento temporário para compensar o aumento dos custos de frete e utilitários, mantendo a integridade do limite atual no longo prazo.
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“Acho que existem nove times que ficariam muito felizes com isso (Red Bull perder corridas), porque isso significaria que eles não ganhariam dinheiro ano que vem e todos nós poderíamos dividir. Com certeza, a Ferrari vai ficar feliz se eles não conseguirem ir para as últimas quatro corridas! Minha solução é: preciso fazer funcionar, de um jeito ou de outro, e acho que a maioria dos chefes de equipe têm as mesmas instruções”, disse Steiner.
“Nós apenas pegamos o custo de transporte, eu diria que custa três milhões a mais este ano do que no ano passado. E, aí, aumentar o limite de gastos talvez em três milhões igualmente, porque isso também é fácil de policiar – tudo é feito pela FOM (Formula One Management, em português, Gestão da Fórmula 1)”, completou. “Então você não pode simplesmente dizer ‘ah, gastei mais’, porque a FOM que manda a conta. Tudo é muito transparente. E, digamos, ano que vem se o custo de transporte abaixar novamente, vira ‘preço por quilo’. É muito fácil de monitorar e controlar”, declarou, por fim, o chefe da Haas.
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