Hamilton defende retorno da Fórmula 1 à África: “É um lugar importante para voltar”

A Fórmula 1 não corre no continente africano desde 1993, quando Alain Prost venceu o GP da África do Sul em Kyalami. Lewis Hamilton, que tem muitos fãs na África, expressou o desejo de ver a categoria “ajudar as comunidades”

Já se vão 27 anos desde a última vez que a Fórmula 1 correu na África. A derradeira prova no continente marcou a abertura da temporada de 1993, o GP da África do Sul, em Kyalami, e teve a vitória de Alain Prost, que iniciou sua arrancada para o tetracampeonato com a Williams. Desde então, o circuito, localizado ao norte de Joanesburgo, quase fechou as portas, mas passou por um amplo processo de revitalização e hoje já recebe provas importantes, sobretudo do endurance. Contudo, ainda não há perspectiva para o retorno da F1.

Lewis Hamilton, hexacampeão mundial de Fórmula 1 e uma das grandes vozes do esporte na atualidade na luta contra o racismo e as desigualdades sociais, expressou o desejo de disputar uma corrida de Fórmula 1 na África. É do continente uma das suas maiores referências da vida, Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano, que morreu em 2013.

Hamilton não esconde a vontade de ver a Fórmula 1 correr na África (Foto: McLaren)

Em entrevista divulgada pela Petronas, petrolífera malaia que é a principal patrocinadora da Mercedes, Hamilton foi questionado sobre qual local escolheria para a Fórmula 1 realizar uma corrida no futuro. O dono de 84 vitórias e 88 poles na carreira não teve dúvidas.

“Fácil, a África! É um lugar muito importante para voltar. A Fórmula 1 deve mudar para ser um esporte que vai a determinados lugares e viver atrás de algo para ajudar as comunidades”, salientou Lewis.

“Acho que é preciso prestar mais atenção à África e reforçar o lugar precioso que é. É o lugar mais importante que nós temos de ir”, complementou.

Hamilton tem uma grande quantidade de fãs na África. No ano passado, viralizou nas redes sociais uma imagem de torcedores em Gana que vibraram quando Lewis ultrapassou Max Verstappen para vencer o GP da Hungria.

No ano passado, a Fórmula 1, por meio do antigo diretor comercial da categoria, Sean Bratches, revelou a intenção de voltar a correr na África nos próximos anos, citando a África do Sul e o Marrocos como destinos mais prováveis.

“Nós estamos correndo em cinco continentes agora. O único continente habitado sem corridas é a África”, disse o executivo. “Tivemos conversas produtivas com a África do Sul e, em menor nível, com o Marrocos sobre um GP. Estamos em cima disso, é algo importante para nós”, destacou.

Bratches não explicou se os dois países brigam pelo mesmo espaço no calendário. O que se sabe é que, para ambos, o apoio governamental seria chave para a realização do projeto. “A grande maioria dos nossos GPs tem envolvimento do governo, e é assim porque funciona. Nós trazemos uma luz brilhante sobre as cidades”, complementou.

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