Honda explica efeitos da altitude no México e prevê: “Não vai ser fácil para nós”

Por conta da altitude, o GP do México é o mais peculiar do calendário em termos de acerto do carro. Em razão do ar rarefeito, os motores híbridos não exercem tanta influência como em uma pista localizada no nível do mar, tanto que os carros costumam acelerar com o mais alto nível de downforce. Ainda assim, a Honda prevê uma jornada difícil neste fim de semana

De todos os 21 GPs do calendário, a etapa mexicana do Mundial de F1 é a mais peculiar para os engenheiros em termos de acerto do carro e configuração do motor. Tudo por conta da altitude da Cidade do México, localizada acima dos 2,3 mil metros. O ar rarefeito torna o desempenho do chassi mais importante do que a unidade de potência. Nos dois últimos anos, a vitória ficou com Max Verstappen, da Red Bull. Entretanto, a Honda acredita que vai enfrentar uma jornada complicada neste fim de semana no Autódromo Hermanos Rodríguez.
 
Toyoharu Tanabe, diretor da Honda, responsável pelo fornecimento dos motores para a Red Bull e a Toro Rosso, explicou os efeitos da altitude e citou os desafios que os engenheiros têm para desenvolver o acerto dos carros neste fim de semana no México.
 
“O Autódromo Hermanos Rodríguez traz muitas questões interessantes tanto aos engenheiros de chassi e de motor, muitas delas ligadas ao fato de a Cidade do México estar 2,3 mil metros acima do nível do mar. A baixa densidade do ar significa que a turbina da unidade de potência tem de ser mais exigida para entregar a mesma potência em relação às outras pistas, portanto nós temos de ajustar nossa unidade de potência de acordo”, disse o engenheiro.
Toyoharu Tanabe espera um fim de semana complicado para a Honda no México (Foto: Red Bull Content Pool)
“O fato de o ar ser mais rarefeito também significa que ele é menos eficaz na refrigeração de componentes do carro e da unidade de potência, e isso também afeta a eficiência aerodinâmica, por isso os carros aceleram com um alto nível de downforce”, detalhou Tanabe.
 
As velocidades máximas alcançadas no fim da reta do circuito mexicano são comparáveis ao que costuma ser registrado em Monza, a pista mais veloz do calendário. Em 2018, por exemplo, Esteban Ocon cravou a maior velocidade final no GP do México: 364,9 km/h com a Force India empurrada por motor Mercedes. A marca foi maior que os 362,5 km/h registrados por Sergio Pérez, com a mesma equipe, no GP da Itália do ano passado.
 
Mesmo com a melhora significativa em termos de performance do motor, a Honda mostra pessimismo em relação ao que pode apresentar na etapa deste fim de semana.
 
“Nós temos informações das últimas corridas como referência em termos de preparação para o fim de semana, mas nós vimos uma clara melhora em performance para alguns dos nossos concorrentes nas últimas corridas, portanto não estamos esperando que este seja um fim de semana fácil”, salientou.
 
Por fim, Tanabe lembrou que o México é emblemático para Honda porque foi lá, em 1965, que Richie Ginther conquistou a primeira vitória da marca, como equipe de fábrica, na F1. “Historicamente, o GP do México é uma corrida significativa para nós porque foi o circuito em que a Honda venceu pela primeira vez na F1 e com um carro próprio, em 1965, e esperamos fazer um bom trabalho novamente neste fim de semana”, encerrou.

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