Honda identifica problema em motor da Aston Martin e promete “medidas necessárias”

Diretor-executivo da Honda, Ikuo Takeishi explicou que foram identificadas "vibrações anormais" causadas por uma combinação de fatores, e isso danificou a bateria da unidade de potência

A Honda conseguiu identificar a falha na unidade de potência que mutilou a participação da Aston Martin nos testes coletivos da pré-temporada 2026 da Fórmula 1, no Bahrein. De acordo com o diretor-executivo sênior da montadora, Ikuo Takeishi, “vibrações anormais” provocadas por uma combinação de fatores causaram danos à bateria.

A explicação foi dada em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (27). Takeishi se uniu ao presidente da Honda Racing Corporation (HCR), Koji Watanabe, e afirmou que já estão sendo providenciadas medidas para combater o problema antes da primeira corrida, na Austrália, no próximo final de semana.

Durante os seis dias de testes em Sakhir, a Aston Martin foi a equipe que menos rodou: 334 voltas completadas por Fernando Alonso e Lance Stroll, média de apenas 56 por dia. Na última sessão, o time chefiado por Adrian Newey encerrou a participação na pré-temporada após dar somente seis giros na pista.

“Durante os testes de pré-temporada, observamos vibrações anormais. Acredito que a principal causa tenha sido o dano ao sistema de baterias causado por essas vibrações anormais”, começou Takeishi. “Em resposta a isso, estamos investigando a causa e trabalhando em medidas necessárias. Simultaneamente, estamos trabalhando com a equipe para implementar essas medidas no carro”, completou.

Fernando Alonso parou na pista no quinto dia de testes por problemas no motor (Foto: Reprodução/F1)

O diretor-executivo forneceu mais detalhes: “O sistema de baterias foi danificado por vibrações anormais causadas por uma combinação de fatores durante a pilotagem. Estamos trabalhando com a Aston Martin para resolver esse problema até a abertura da temporada”.

“Há muitas questões a serem resolvidas, mas estamos determinados a vencer”, garantiu Takeishi.

Watanabe, por sua vez, reconheceu que os testes foram “um processo extremamente importante, pois nos permitiu visualizar os problemas”.

“Nossos engenheiros e mecânicos estão trabalhando mais do que nunca com a equipe, dia e noite, para implementar melhorias. Estamos mantendo discussões francas com a Aston Martin e trabalhando mais unidos do que nunca para encontrar soluções e superar essa situação difícil”, seguiu.

“Os obstáculos que enfrentamos são certamente grandes, mas, é claro, não vamos desistir do desafio”, encerrou Watanabe.

A F1 passou por uma grande mudança no regulamento técnico, sobretudo a unidade de potência, que agora conta com a parte elétrica ampliada para corresponder na mesma proporção do motor de combustão (50/50). Para a nova era, a Aston Martin deixou a parceria com a Mercedes e decidiu se unir à Honda, que por sua vez voltou à categoria após recente passagem vitoriosa pela Red Bull, que culminou em quatro títulos de Pilotos, todos com Max Verstappen, e dois de Construtores.

Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.

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