Honda vê Aston Martin “na direção certa” e estabelece meta para testes da F1 no Bahrein

Engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara destacou importância dos testes em Barcelona e colocou sinergia entre unidade de potência e carro como principal objetivo das sessões no Bahrein

A Honda considera que ainda é cedo para tirar conclusões sobre o desempenho do novo conjunto com a Aston Martin na Fórmula 1 e destacou que o foco da pré-temporada no Bahrein será entender como o carro e a unidade de potência se comportam juntos na pista. A avaliação foi feita por Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da montadora japonesa, após os primeiros testes do AMR26 em Barcelona.

A Honda retorna à F1 em tempo integral em 2026 como fornecedora exclusiva da Aston Martin, agora sob o comando de Adrian Newey. O carro projetado pelo britânico chamou atenção ao ir à pista pela primeira vez nos testes coletivos na Espanha, mas ainda gera incertezas por conta do novo regulamento técnico da categoria.

Segundo Orihara, os testes iniciais tiveram papel fundamental para consolidar o trabalho conjunto entre a Honda e a equipe de Silverstone, mas o próximo passo é ampliar a quilometragem para validar confiabilidade e funcionamento do motor. O engenheiro destacou ainda o envolvimento direto das diferentes frentes da Honda no projeto, além da integração com a Aston Martin.

“Levou muito tempo para chegarmos até aqui. Foram anos de desenvolvimento e trabalho duro culminando nesse momento. As equipes em Sakura e Inglaterra, em conjunto com a Aston Martin, trabalharam incansavelmente no desenvolvimento, planejamento e construção. O teste em Barcelona foi um momento decisivo na nossa relação e um passo importante na direção certa”, avaliou.

Aston Martin completou apenas 65 voltas nos testes em Barcelona (Foto: Aston Martin)

Com dois períodos oficiais de testes programados para o Bahrein antes da abertura da temporada, a prioridade agora é acumular dados. O engenheiro-chefe ressaltou que o interesse principal da Honda neste momento é observar o funcionamento do conjunto como um todo, sem separar carro e motor.

“O próximo objetivo é somar quilometragem com a unidade de potência para confirmar a confiabilidade do motor e verificar todas as funções”, explicou.

“Estamos ansiosos para ver como o pacote se comporta. Carro e unidade de potência funcionando como uma única máquina”, concluiu.

Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.

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