Hungria avisa F1 que vai impor multa de R$ 90 mil e até prisão para quem furar lockdown

O governo da Hungria, que vai receber a Fórmula 1 na semana que vem, mandou um aviso para pilotos e funcionários envolvidos com a categoria, especialmente oriundos do Reino Unido e de países que não fazem parte da União Europeia. O país cobrou que todos permaneçam dentro do circuito de Hungaroring ou nas suas acomodações, não tendo permissão para estar em nenhum outro local

Ao mesmo tempo em que disputa a segunda corrida em dois finais de semana seguidos na Áustria, a Fórmula 1 também está de olho em uma viagem de aproximadamente 400 km para atravessar a fronteira e chegar ao circuito de Hungaroring, Hungria, que vai receber a terceira etapa da temporada 2020 no próximo fim de semana. O país, governado pelo premiê Viktor Orban, prometeu regras rígidas para impedir a propagação do novo coronavírus com a chegada de cerca de 2.000 pessoas e determinou o cumprimento de um lockdown para todos os funcionários que integram a caravana da Fórmula 1. Quem não cumprir tal determinação está sujeito a multa de € 15 mil (ou R$ 90 mil) e até prisão.

O governo da Hungria enviou um comunicado para todas as dez equipes do grid, fazendo uma ressalva importante e reforçando o cumprimento das determinações para todas as pessoas oriundas do Reino Unido ou de países que não fazem parte da União Europeia. O teor da nota foi revelado pela revista britânica ‘Autosport’.

“Participantes do Reino Unido ou de outro país que não faça parte da União Europeia ou da Área Econômica Europeia (EEA) não podem deixar o local [circuito] ou suas acomodações por qualquer motivo, exceto viagens entre os dois locais, embarque e desembarque pré-agendados para a Hungria. Tais participantes não podem usar transporte público e táxis”, diz o governo magiar.

Valtteri Bottas foi um dos pilotos que furaram a ‘bolha’ da F1 nos últimos dias (Foto: AFP)

“Todas as refeições devem ser realizadas no local ou na acomodação, e qualquer tempo livre deve ser passado dentro das acomodações. O não cumprimento dessas restrições adicionais será punível pelas autoridades húngaras e poderá resultar em prisão e/ou multa de aproximadamente € 15 mil”, impôs a autoridade húngara.

“Para demonstrar claramente a disposição de todos os interessados e participantes em respeitar as medidas que o governo húngaro estabeleceu para evitar qualquer possível confusão na comunidade local, é altamente recomendável que todos os participantes cumpram as restrições”, encerrou o comunicado.

Atualmente, segundo a última atualização realizada pela Universidade Johns Hopkins, a Hungria contabiliza 4.229 pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus e 595 mortes.

No intervalo entre o GP da Áustria e o GP da Estíria, Charles Leclerc e Valtteri Bottas furaram a ‘bolha’ promovida pela Fórmula 1 para isolar seus funcionários no Red Bull Ring e viajaram para Mônaco.

O monegasco, inclusive, chegou a participar de uma festa antes de voltar à Áustria para correr pela Ferrari neste fim de semana. E Sebastian Vettel, no domingo passado, saiu do isolamento imposto para cada equipe e foi visto conversando com Helmut Marko e Christian Horner, da Red Bull.

Pelo ato, Vettel e Leclerc levaram uma dura de Mattia Binotto, chefe da Ferrari.

“As instruções servem para Charles, Seb e a equipe inteira. Temos de prestar atenção. Sabemos o quão importante para todos neste circo é estar aqui e correr. Se distrair com os protocolos não é bom, precisamos ser atentos”, falou.

“Precisamos aumentar nosso nível de concentração e atenção. Os dois pilotos entendem que fizeram alguma coisa errada. Estou bem certo de que vão prestar mais atenção no futuro”, encerrou.

As equipes contam com número restrito de funcionários nos eventos e todos são testados. Apesar das falhas dos pilotos com a bolha em Spielberg, a categoria testou 4.566 nesta semana e todas apresentaram resultado negativo para a Covid-19.

GRANDE PRÊMIO transmite em tempo real todas as atividades do GP da Estíria, segunda etapa do campeonato da Fórmula 1 2020.

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