F1

Kubica defende ex-diretor e diz que problemas da Williams são antigos e “não de apenas uma pessoa”

Robert Kubica enxerga os problemas graves de uma Williams em seu ponto mais baixo na história como coisas já antigas, institucionalizadas há tempos. Paddy Lowe pode ter sido peça dessa engrenagem, mas, segundo o polonês, não é o culpado

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Depois do péssimo começo da Williams na temporada 2019, o diretor-técnico Paddy Lowe, afastado desde a sequência de uma desastrosa pré-temporada, tem sido apontado como um dos grandes responsáveis por mais um carro ruim seguido. Segundo Robert Kubica, no entanto, a Fórmula 1 é um esporte complexo, e projetos defeituosos nunca podem ser colocados na conta de apenas uma pessoa.
 
O piloto polonês, que voltou à F1 após quase uma década de ausência, apontou para o fato de que graves problemas endêmicos na organização são sempre coisas que existem há muitos anos. 
 
"Pode tirar uma conclusão própria, mas no fim das contas eu não acho que seja um problema de um único homem. Infelizmente a pessoa que está acima normalmente paga o preço", lamentou.
Robert Kubica (Foto: Williams)
"Mas essa é a questão com grupos grandes. Acredito que os problemas que estão evidentes não foram criados mês passado: é algo conhecido há bastante tempo", opinou.
 
Kubica lembrou as dificuldades da Williams em 2018, quando já foi a pior equipe do Mundial de Construtores. Admitiu que ninguém pelos lados de Grove achou que 2019 pudesse ser pior.
 
"Ano passado a nossa situação não havia sido excelente, mas acho que honestamente é pior agora. Não pensávamos que poderíamos piorar em relação ao ano passado", admitiu.
 
"É um esporte complexo e que requer muito trabalho em grupo. Nunca é apenas um homem que pode fazer o bem ou o mal. Se ano passado estivéssemos lutando pelas primeiras posições, provavelmente a pergunta seria 'como Paddy faz para que tudo funcione perfeitamente?'", avaliou. 
 
Sem Lowe, quem foi chamado de volta como consultor especial foi Patrick Head, membro dos anos de ouro da equipe. 
 
"Mas nunca é somente uma pessoa. Uma pessoa pode influenciar, por isso acho que Patrick pode nos ajudar na situação atual, e definitivamente o pessoal todo pode fazer a diferença. No fim das contas, há muita gente envolvida em fazer com que a equipe funcione e tenha sucesso", analisou.
 
"O trabalho pode fazer e as coisas boas que pode trazer vão além de trabalhar comigo. Não nos conhecemos, mas tenho grande respeito pelo que fez no passado e conquistou na carreira. É um grande ativo da Williams, um personagem importante na história da equipe. Esses fatores só trazem coisas positivas, mas não é um esporte para uma pessoa apenas", falou. 
 
"Definitivamente pode ajudar a equipe com sua experiência e caráter. É um sujeito das corridas, algo de que a equipe pode se beneficiar", finalizou. 
 
A F1 volta neste próximo fim de semana com o GP do Azerbaijão.