F1

Após atraso em pré-temporada, diretor-técnico Lowe deixa Williams às vésperas do GP da Austrália

Paddy Lowe pediu licença temporária na Williams, alegando “motivos pessoais”. A manobra vem menos de dez dias antes do começo das atividades da F1 em Melbourne. Lowe não tem data para retomar a função de diretor-técnico
Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
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Paddy Lowe, diretor-técnico da Williams, está afastado do trabalho por tempo indeterminado. De acordo com representante da Williams, falando ao site ‘Motorsport.com’, Lowe solicitou licença, alegando motivos pessoais para se ausentar do cargo. A mudança acontece nove dias antes do início das atividades do fim de semana do GP da Austrália, primeiro da temporada 2019.
 
O pedido de licença significa que Lowe deixa de trabalhar na Williams momentaneamente, mas ainda sem previsão de retorno. A ausência dá força às informações de que o diretor-técnico tinha futuro incerto em Woking. Curiosamente, o próprio dirigente disse durante a pré-temporada em Barcelona que a posição na equipe britânica nunca chegou a estar ameaçada – justamente o que acontece agora.
 
A incerteza a respeito da continuidade de Lowe é um novo capítulo no drama que a Williams já vive em 2019. A equipe não conseguiu finalizar a produção do FW42 a tempo de participar do começo da pré-temporada em Barcelona, se ausentando dos dois primeiros dias.
O FW42 nasceu com atraso e, quando andou, não empolgou (Foto: Williams)
O carro logo foi à pista, mas não causou impressão tão positiva: George Russell e Robert Kubica passaram a maior parte do tempo no fim da tabela de tempos, com voltas pouco competitivas mesmo em comparação com o pelotão intermediário. A boa notícia para a Williams é que o carro mostrou confiabilidade, recuperando parte da quilometragem desperdiçada pelo atraso. Mesmo assim, nada a ponto de aliviar o clima: Robert Kubica usou palavras pesadas para avaliar o trabalho dos britânicos em Barcelona e disse saber apenas 20% do que precisa sobre o FW42 antes do GP da Austrália.
 
Lowe passou a fazer parte da Williams no começo de 2017, deixando a Mercedes após passagem de sucesso. O voto de confiança no projeto foi demonstrado através da compra de ações da Williams na ocasião. De lá para cá, os britânicos só andaram para trás: a equipe forte do pelotão intermediário logo passou a ser a mais fraca das dez que formam o grid da F1.

Pouco depois, a Williams confirmou a informação segundo o site da F1.