Norris diz que “nunca quis” que pai bancasse entrada na F1: “Fico mais feliz assim”

Lando Norris vem de uma família abastada, mas não chegou à F1 impulsionado por ela. Segundo o piloto, uma questão de confiança e princípio

Já faz mais de meia década que Lando Norris faz parte do grid da Fórmula 1. Estabelecido na categoria e com contrato de longa duração como grande nome da McLaren, viveu o grande momento há algumas semanas, quando venceu pela primeira vez no Mundial, no GP de Miami. Norris chegou à F1 como piloto da Academia de Pilotos da McLaren, jamais como pagante, mas a história poderia ser bastante diferente.

Lando é filho do empresário Adam Norris, investidor do ramo financeiro e que conta com uma fortuna estimada em mais que £ 200 milhões – equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão, na cotação mais recente. Apesar do pai ter apoiado toda a carreira até a chegada na F2, Lando queria construir a chegada à F1 sem precisar bancar um espaço. Com o desempenho na pista, chamou a atenção da McLaren.

“Nunca quis que ele bancasse minha entrada na Fórmula 1. Essa era uma meta: ele podia me ajudar até a F1, tipo até chegar na F2, me dar essas oportunidades, mas meu sentimento era de que não queria entrar na F1 tendo que pagar. Não queria ouvir comentários de que eu estava na posição [de piloto de F1] por causa do meu pai”, contou em entrevista ao podcast High Performance.

“Era meio que uma coisa psicológica, para não ter a mentalidade que ‘estou aqui porque paguei, não por merecer’. Nunca quis isso de maneira nenhuma”, continuou.

Norris afirmou que tinha como princípio não chegar à F1 com vaga comprada pelo pai (Foto: AFP)

“Sinto muito mais orgulho em dizer que estou aqui porque a McLaren me trouxe, e eu era piloto da academia deles. A McLaren me chamou, eu melhorei e virei piloto oficial. Fico muito mais feliz em dizer isso que alguma coisa diferente”, disse.

Mesmo com a questão do orgulho, Norris reconhece que teve, sim, vantagem no início da carreira por contar o o maciço apoio da financeiro da família enquanto formava a carreira.

“Mas tenho que saber que tive sorte com as oportunidades que recebi e o fato [do pai] ter me apoiado financeiramente até a F2. É muito mais do que várias pessoas recebem. Preciso levar isso em consideração”, finalizou.

Fórmula 1 retorna de 7 a 9 de junho com o GP do Canadá, nona etapa da temporada 2024.

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