Leclerc admite falhas e vê “avaliação honesta dos erros” como caminho para evoluir

Em seu primeiro ano como piloto da Ferrari, Charles Leclerc ganhou elogios da cúpula vermelha, mas também cometeu erros ao longo das 12 etapas iniciais da temporada. Por isso, o monegasco acha que, para melhorar, é preciso ser honesto e entender a razão para os equívocos

Terminada a primeira parte de temporada com a Ferrari em 2019, Charles Leclerc afirmou que uma avaliação honesta de seu desempenho e o reconhecimento dos erros são a melhor forma de evoluir para a fase seguinte do campeonato. O jovem monegasco ascendeu ao posto de titular da equipe vermelha de forma meteórica, depois de apenas um ano de experiência na Fórmula 1. A aposta dos italianos foi certeira. Apesar de um começo de altos e baixos, Leclerc fechou a metade inicial do Mundial com duas pole-positions e esteve mais perto de vencer do que seu companheiro de time, o tetracampeão Sebastian Vettel.
 
O piloto do carro #16 surgiu por meio da Academia da Ferrari, foi campeão da GP3 e da F2, e chegou credenciado à Sauber no ano passado, vivendo um campeonato sólido. Nesta temporada, superou as ordens de equipe do pit-wall ferrarista, esteve perto de vencer no Bahrein e na Áustria e agora ocupa neste momento a quinta colocação no Mundial de Pilotos, com 132 pontos
Charles Leclerc faz boa estreia pela Ferrari em 2019 (Foto: Ferrari)
Mas o meio ano também foi marcado por erros de estratégia da Ferrari, como na classificação do GP de Mônaco, e equívocos de pilotagem de Charles, como no Azerbaijão, na Alemanha e na Hungria. Em Baku, o jovem era favorito à pole, mas colocou tudo a perder por conta de um acidente na segunda fase do treino que decidiu as posições de largada. Já em Hockenheim, Leclerc foi pego pelas condições adversas da pista, bateu e abandonou. Em Budapeste, também bateu na classificação.
 
Por isso, ao analisar a performance, Charles revelou que procurou, antes de tudo, aprender com os erros. "Na verdade, é assim que trabalho. Acho que é o melhor caminho a seguir, para não tentar encontrar desculpas sempre que cometer erros", disse ao site 'Crash.net'.
 
"É melhor apenas analisar e tentar ser honesto. É isso que fiz todas as vezes. Definitivamente, não tenho vergonha de dizer que cometi um erro, como na Alemanha, por exemplo, ficou bem claro. Não tem necessidade de achar desculpas para aquilo."
 
"Acho que alguns tentam ainda encontrar desculpas ou inventar coisas para os erros, mas eu não sou assim", completou.
 
E esse modo de trabalho chamou a atenção da cúpula ferrarista. O chefe Mattia Binotto disse ter ficado impressionado em ver como o jovem aprende rápido com os erros e como suportou bem a pressão de correr com o carro vermelho.

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