Hamilton confessa que se questionou por fase ruim na Mercedes: “Sou eu ou carro?”

Lewis Hamilton fez um forte desabafo sobre os momentos ruins que vive na Mercedes desde 2022, sem conseguir competir pelo título mundial. Segundo o heptacampeão, sequência de maus resultados o fez questionar a própria habilidade ao volante

Depois de conquistar sete títulos e ver a Mercedes dominar a Fórmula 1 no Mundial de Construtores entre 2014 e 2021, Lewis Hamilton conviveu com mais um ano difícil da equipe alemã na categoria em 2022. Foi a primeira vez que as Flechas de Prata completaram uma temporada sem vitórias desde 2012, ano em que terminou na quinta colocação, e os resultados decepcionantes fizeram até com que o britânico duvidasse da própria habilidade ao volante.

Segundo Hamilton, os problemas em sequência e a falta de evolução ligaram o sinal de alerta, e o inglês — maior vencedor da história da Fórmula 1 e único a ultrapassar a barreira dos 100 triunfos — admitiu que chegou a questionar se o problema do carro não seria ele mesmo.

“No final das contas, quando você tem temporadas difíceis como essa que passou, sempre haverá momentos em que você pensará: ‘Sou eu ou é o carro? Você ainda é capaz? Passou?'”, admitiu Hamilton em entrevista à emissora inglesa BBC. “Porque você sente falta daquilo, da magia acontecendo”, reconheceu.

Desde que a Fórmula 1 adotou o novo regulamento técnico focado no efeito solo — que transferiu a maior parte da carga aerodinâmica das asas para o assoalho —, em 2022, a Mercedes conseguiu vencer apenas uma vez, com George Russell no GP de São Paulo daquele ano. O último triunfo de Lewis veio em 2021, no GP da Arábia Saudita.

Sem vencer há dois anos, Hamilton admitiu que tem passado por momentos difíceis na F1 (Foto: Rodrigo Berton/Warm Up)

Desde então, os únicos pontos altos foram uma pole do próprio Russell na Hungria, também em 2022, e outra de Hamilton no mesmo local, em 2023. Até o segundo lugar do Mundial de Construtores, que pareceu seguro por boa parte da temporada, foi ameaçado na última rodada pela Ferrari e terminou garantido por apenas três pontos.

Seguindo em sua elaboração sobre a falta de encanto com o desempenho dos últimos anos, Hamilton admitiu sentir falta da “faísca” acesa quando se encontra em sintonia com o carro. Para o britânico, é um sentimento normal para alguém que busca se destacar naquilo que faz.

“Você sente falta de quando tudo funciona bem junto, o carro, você, a faísca que acende, é extraordinário”, destacou. “É isso que você está procurando. Sou só uma pessoa. Se alguém no mundo disser que não sente coisas assim, estará negando para si mesmo. Somos todos humanos”, completou.

Com a temporada encerrada, a Fórmula 1 retorna apenas no ano que vem, no dia 2 de março, com a estreia do campeonato no GP do Bahrein.

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