Hamilton defende “pistas clássicas” e se opõe à ideia de mudar GP da Espanha para Madri
Lewis Hamilton não se mostrou particularmente empolgado com os rumores sobre uma troca da sede do GP da Espanha. Há uma conversa para que Madri assuma o lugar de Barcelona no calendário
Garantido até 2026, o GP da Espanha sediado em Barcelona pode mudar de local em um futuro breve. Isso porque, no mês passado, o prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, revelou que as negociações com a Fórmula 1 estão acontecendo “há alguns meses” para sediar a corrida em um traçado urbano. E adiantou que o projeto já foi apresentado ao CEO da F1, Stefano Domenicali.
As conversas sobre uma eventual mudança tomaram conta das coletivas de imprensa dos pilotos na Catalunha, onde o Mundial está para a sétima etapa da temporada 2023. Mas a ideia não se mostrou tão atraente para Lewis Hamilton, que não vê razão para tirar o circuito de Montmeló do calendário.
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O sete vezes campeão mundial justificou que é importante que circuitos clássicos se mantenham durante a temporada de F1. “Não gostaria de perder Barcelona. Primeiro por amar a cidade. E depois, acredito que é muito importante mantermos alguns dos circuitos clássicos. Pelo menos os que proporcionam grandes corridas. Budapeste é espetacular. Silverstone é espetacular. Essa pista também”, disse o inglês aos jornalistas, incluindo o GRANDE PRÊMIO.

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A pista catalã sofreu uma grande mudança neste ano, com a chicane final sendo alterada, deixando o traçado na configuração que usava até 2006. O GP da Espanha é sediado ininterruptamente em Barcelona desde 1991 e viu já seis vitórias de Hamilton.
“Estou pensando no legado do esporte e temos de garantir que continuemos a nos apegar aos pilares do que a Fórmula 1 é, na minha opinião. Há muitos circuitos tradicionais realmente ótimos que devemos manter”, completou o britânico da Mercedes.
Já os pilotos da casa não parecem tão apegados à pista da Catalunha. Tanto Carlos Sainz quanto Fernando Alonso querem manter um GP da Espanha, mas não se importam se for em outra cidade ou circuito.
“Só posso dizer que farei o meu máximo para garantir que ainda haja um GP da Espanha, independentemente de onde. Obviamente, ainda preciso saber um pouco mais dos detalhes do que está acontecendo em Madri e o que eles estão planejando. Vou apenas oferecer minha ajuda para o que precisarem – não importa se for no design da pista ou o que quer que seja”, afirmou o espanhol da Ferrari.

Alonso é ainda mais pragmático que seu compatriota e ainda atrela a questão da permanência ou não de um circuito ao gosto das pessoas da localidade onde é realizada. “No fim das contas, cabe à região saber se está feliz em sediar a corrida ou não. Barcelona tem altos e baixos: às vezes, eles são positivos em receber a corrida, às vezes, eles não a querem. Então, se eles não a desejam mais, é muito fácil, porque alguma outra região vai adorar tê-la”, comentou o bicampeão mundial.
Com 41 anos, o asturiano já pensa em onde poderá estar caso a etapa espanhola mude de localidade. “Ficarei feliz em correr em Barcelona, ficarei feliz em correr em Madri se estiver por aqui em 2026. Se não, vou assistir na TV e não muda muito”, finalizou o piloto da Aston Martin.
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