Lawson fala em “verdadeira batalha” em São Paulo com estratégia alternativa: “Estressante”
Liam Lawson até aprovou a decisão da Racing Bulls de pará-lo somente uma vez na corrida em Interlagos, mas admitiu que não foi nada fácil lidar com os pneus na parte final
Um dos únicos pilotos — ao lado de Nico Hülkenberg — a efetuar apenas uma troca de pneus durante as 71 voltas do GP de São Paulo, realizado neste domingo (9), Liam Lawson explicou como teve dificuldades para extrair qualquer desempenho do carro na reta final. No entanto, em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o neozelandês elogiou a Racing Bulls por decidir mudar a estratégia no decorrer da corrida.
Depois de conquistar a sétima posição no grid de largada, o dono da VCARB 01 #30 se manteve longe de problemas e terminou exatamente de onde começou. Embora tenha ultrapassado Isack Hadjar e sido beneficiado com o abandono de Charles Leclerc, acabou superado por Oliver Bearman e Max Verstappen, que escalou o pelotão após sair do pit-lane em Interlagos.
Mas a missão não foi nada fácil, já que Lawson optou pelos pneus macios no primeiro stint e calçou os médios na volta 20, indo até o final com o mesmo jogo de pneus. Mesmo que tenha sofrido com o alto desgaste, o piloto admitiu que a equipe tomou a decisão correta, ainda que esse não fosse o plano inicial.
“Foi muito difícil, um stint muito longo. Sinceramente, não estava planejado — foi uma decisão que tomamos durante a corrida, e acho que foi realmente muito, muito difícil. Mas acredito que, especialmente quando você é o segundo carro da equipe na ordem, sempre acaba perdendo nas paradas, e nós perdemos uma posição no primeiro pit-stop. Perderíamos ainda mais na segunda, então fazia sentido fazer dessa forma. Cuidei bastante dos pneus e até considerei isso desde a largada, então seguimos com essa estratégia — e, felizmente, deu certo”, comemorou.

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“Sabíamos que tínhamos velocidade e precisávamos encontrar uma forma de aproveitá-la hoje. Acho que fazer apenas uma parada, embora tenha sido muito, muito apertado — e certamente não tenha sido a opção mais rápida para a corrida — nos deu uma ótima posição, e conseguimos sustentar isso até o fim”, acrescentou Lawson. “Foi muito, muito estressante — tentar manter os adversários atrás, gerenciar a energia e cuidar dos pneus. É um ambiente supertenso, então foi uma verdadeira batalha”, encerrou.
Após a passagem pelo Brasil, a Fórmula 1 só retorna no fim do mês, para mais uma edição do GP de Las Vegas. A antepenúltima etapa da temporada 2025 acontece entre os dias 21 e 23 de novembro, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO. Depois, restarão apenas as passagens por Catar e Abu Dhabi.
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