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F1

Liberty Media estuda mudança no formato de classificação e cogita adotar Q4 já a partir de 2019

Segundo a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, a empresa dona da F1 cogita mudar um pouco o formato da definição do grid de largada a partir da próxima temporada ao criar um quarto segmento, no qual oito pilotos lutariam pela pole-position

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
O atual — e bem-sucedido — formato dos treinos classificatórios do Mundial de F1 pode estar com os dias contados. De acordo com a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, o Liberty Media estuda uma mudança na forma como acontece a definição do grid de largada. A empresa dona do esporte cogita ampliar de três para quatro segmentos a sessão, levando apenas oito, ao invés dos dez de hoje, para a disputa final pela pole, criando assim o Q4. A mudança, diz a publicação, vem sendo estudada para ser implementada já a partir da próxima temporada.
 
A ideia do Liberty Media é aumentar a emoção aos sábados e proporcionar mais embates entre os pilotos. Dentre os estudos, a empresa cogita reduzir o número de eliminados no Q1, de cinco para quatro. 
 
Ainda não está certo, contudo, como seria a duração de cada um dos segmentos em uma eventual mudança, fator deveras importante por conta da transmissão da sessão na TV. Atualmente, o treino classificatório tem a duração média de uma hora.
Definição da pole-position pode ter mudanças significativas a partir de 2019 (Foto: AFP)
Durante o fim de semana do GP de Singapura, Ross Brawn, diretor-esportivo da F1 nomeado pelo Liberty Media, ressaltou a importância de ter uma sessão classificatória que tenha potencial para embolar o grid de largada, tornando as corridas mais emocionantes.
 
“Quando se pensa na classificação como elemento que influencia no desenrolar da corrida, você quer que haja certa desordem para que os carros mais fortes terminem em posições equivocadas. Nesses casos, a classificação melhora a corrida”, disse o britânico.
 
Entretanto, o dirigente deixa claro, também, que uma eventual mudança no formato tem de ser sensível justamente porque a sessão classificatória em vigor é muito apreciada entre os fãs e também entre os pilotos. 
 
“Talvez reduzindo o número de voltas de cada carro a cada sessão, as equipes não vão poder explorar tudo. Vamos atuar de uma forma muito precavida porque o formato atual é popular e tem sucesso”, ressaltou.
 
Há pouco mais de dois anos, quando a F1 ainda era gerida por Bernie Ecclestone, houve uma polêmica mudança no formato da classificação, em que os pilotos eram eliminados durante cada segmento da sessão, sendo chamado de ‘dança das cadeiras’. Naquele início de 2016, o sistema provou ser um completo fracasso e não foi adiante, com a categoria adotando o formato que funcionava bem antes e que segue em vigor até os dias de hoje.