Mario Andretti torce para “fabulosa” compra da F1 por investidor dos EUA: “Significaria estabilidade para o esporte”

Campeão mundial de F1 em 1978, Mario Andretti acredita que a venda da F1 para o mercado norte-americano seria altamente positiva para o esporte e torce para que o acordo envolvendo o dono do Miami Dolphins, Stephen Ross, e os investidores do Qatar Sports, realmente seja concretizado

Mario Andretti, campeão mundial de F1 em 1978 e ícone ítalo-americano do esporte a motor, não escondeu que torce muito para que a categoria mude de mãos em breve. Nesta semana, o diário ‘Financial Times’ revelou que a F1 pode ser adquirida pelo grupo de investidores formado pelo Qatar Sports e por Stephen Ross, norte-americano dono do Miami Dolphins. Na visão de Andretti, hoje com 75 anos, a negociação seria fantástica para a F1 por finalmente ter a chance de explorar o próspero mercado dos Estados Unidos.

“É uma notícia fabulosa e soa como música aos meus ouvidos”, vibrou Andretti, em entrevista ao diário britânico ‘The Guardian’. Bastante animado com a perspectiva de novos tempos para a F1, Mario acredita que a negociação pode representar uma revolução à categoria. “Nos Estados Unidos, temos a mentalidade de fazer as coisas acontecerem. É um mercado enorme. Não vejo nenhum aspecto negativo. Um investimento sólido significaria estabilidade para o esporte”, destacou.

“Este é o lugar perfeito para o mercado e para mostrar a F1. Seria algo muito bom. E isso significaria um maior envolvimento de patrocinadores, que são grandes empresas e têm uma presença global”, declarou o ex-piloto.

Andretti torce muito para que a F1 tenha um norte-americano como proprietário (Foto: Lotus/LAT)

A possível negociação aproximaria ainda mais a F1 dos Estados Unidos. Há quatro anos, a categoria voltou a realizar uma corrida na América, tendo como cenário o belo e multifuncional circuito de Austin, no Texas. Recentemente, notícias apontaram para o retorno das negociações entre Bernie Ecclestone e os promotores do GP da América, em Nova Jersey.

Se depender de Andretti, em breve a F1 terá novamente mais uma corrida em seu país. “Haveria espaço para duas corridas nos Estados Unidos. A outra poderia ser em Nova York ou na Califórnia. O clima é mais favorável na Califórnia. Mas Nova York não parece ter desistido da ideia”, afirmou.

Mario foi mais um dos grandes nomes da história ao se mostrar contrariado com o momento atual vivido pela F1 e pediu mais ação às corridas. “Não gosto de ver os pilotos tendo de tirar o pé para economizar combustível”, bradou.

Uma fonte oriunda do grupo CVC, atual acionista majoritário da F1, revelou que as negociações envolvendo a venda do esporte devem mesmo ser concluídas. “Devemos sair. Estamos na F1 há muito tempo. O acordo faz sentido para um investidor menos do que eles pagariam há seis ou nove meses atrás.” O grupo controla a F1 há quase dez anos e poderia vender o controle acionário da categoria por cerca de R$ 24 bilhões.

Contudo, ainda paira um ar de desconfiança sobre as equipes. “Tudo soa como especulação no momento. Quem será o responsável?”, indagou um chefe de um time de F1 ao diário britânico, sob condição de anonimato. Outro comandante de equipe, que não teve seu nome divulgado, entretanto, enxerga uma boa perspectiva caso o negócio vá em frente. “Não há muita gente no paddock fazendo dinheiro, então qualquer mudança lá seria boa. E o esporte americano é altamente valorizado, e eles têm muitas experiências bem-sucedidas. E ninguém vai comprar a F1 se não sentir que é capaz de fazer dela um sucesso”, destacou.

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