Massa critica e espera que evento da Ferrari mude “mentalidade de quem está no comando” do esporte no Rio

Às vésperas de guiar F10 nas ruas do Rio de Janeiro, Felipe Massa saiu em defesa da construção de um novo circuito carioca. Piloto classificou destruição de Jacarepaguá como “uma besteira” e disse que espera que TNT Street Race possa sensibilizar dirigentes para a construção de um novo espaço

 

Às vésperas de guiar um F10 nas ruas do Rio de Janeiro, Felipe Massa saiu em defesa da construção de um novo circuito no estado. Em uma coletiva de imprensa realizada em um hotel em Copacabana, o piloto da Ferrari criticou a destruição do circuito de Jacarepaguá e disse esperar que o TNT Street Race ajude a sensibilizar as autoridades locais. Neste domingo (10), o companheiro de Fernando Alonso vai guiar a Ferrari de 2010 no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro
 
“É muito triste o que aconteceu com o autódromo do Rio, um autódromo que já foi considerado muitas vezes um dos mais importantes do meio da F1, a pista mais bacana de pilotar”, comentou. “Nunca tive a chance de correr no Rio, mas acho que foi uma pista muito importante para o meio da F1, e ver aquilo que aconteceu é muito triste, principalmente para um piloto como eu, para um esporte tão importante, que é a F1”, continuou o brasileiro. 
Massa critica destruição de Jacarepaguá e defende novo autódromo no Rio (Foto: Miguel Costa Jr.)
“Espero que este evento seja importante, seja interessante para as pessoas que decidem, as pessoas que comandam, talvez enxergarem que o que aconteceu foi uma pena, foi uma besteira, na minha opinião, e espero que a gente consiga construir outro autódromo aqui no Rio – ou perto – que possa ser importante para o automobilismo.”
 
Massa reconheceu que automobilismo brasileiro vive uma fase ruim e lembrou o fim da F-Futuro, categoria de base criada pelo piloto como forma de fomentar as competições de base no Brasil. 
 
“O automobilismo brasileiro vem sofrendo muito”, admitiu. “Por um lado, talvez esse seja o único ano, depois de não sei nem quando, que teve só um piloto brasileiro na F1. Isso mostra que o automobilismo segue um problema.” 
 
“Eu já tentei ajudar, criar uma categoria, que não deu certo, não tinha nem piloto para correr. Talvez a categoria mais barata do mundo, uma categoria escola, e também não funcionou”, recordou. “Isso também mostra que está sofrendo, mas também o lado dos autódromos e a mentalidade que tem de mudar. Espero que este evento seja importante para abrir um pouco mais a mente das pessoas no comando”, disparou. 
 
Ao lado de Felipe durante a coletiva, Douglas Costa, diretor de mercado do Grupo Petrópolis, comentou que participou de uma reunião com as autoridades cariocas para falar sobre o projeto de construção de um novo traçado e garantiu que o Grupo Petrópolis ajudará no que for possível para a criação de um novo circuito. 
 
“Não significa, obviamente, nada nesse princípio, mas ontem eu tive uma reunião aqui no Rio de Janeiro e, dentro dessa reunião, eu já vi até uma área que possivelmente vai ser construído esse novo autódromo”, contou. “A gente não está anunciando nada, obviamente, mas eu acho que vale a pena dar esse depoimento e dizer que, obviamente existe uma esperança e que, na verdade, o Grupo Petrópolis também está se colocando a disposição para poder dar o apoio necessário à Prefeitura e ao Governo do Rio de Janeiro, na reconstrução ou na construção de um novo autódromo”, assegurou. 
 
“Para nós é importante, em termos do mercado do Rio de Janeiro, e também porque a nossa companhia aposta muito na questão do automobilismo no Brasil”, defendeu. “Se isso pode ser um indício positivo, eu deixo aqui o nosso depoimento e deixo aqui realmente a nossa palavra de apoio. A nossa companhia vai fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para que a gente tenha de novo um belo autódromo aqui na cidade maravilhosa”, encerrou o empresário. 

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