Verstappen ainda tem páreo duro rumo ao penta. Mas Red Bull já viveu virada improvável

São 24 pontos de atraso para Lando Norris, mas Max Verstappen tem no título de Sebastian Vettel, em 2010, inspiração para ir atrás e alcançar mais uma virada histórica para a Red Bull

Talvez nem o mais otimista torcedor de Max Verstappen imaginou que o veria deixar Las Vegas apenas 24 pontos atrás de Lando Norris depois dos 49 de distância estabelecidos com o resultado do GP de São Paulo. Claro que ainda se trata de um cenário dos mais confortáveis para o piloto da McLaren — que pode até ser campeão no Catar, uma vez que restam 58 a serem jogados —, mas a própria história da Red Bull corrobora o alerta feito pelo dono do carro #4 sobre o neerlandês.

Sim, o primeiro título conquistado por um piloto da equipe austríaca veio em uma das viradas mais improváveis da Fórmula 1. E numa temporada em que todas as atenções estavam voltadas para Fernando Alonso, o bicampeão que chegara à Ferrari com a missão de estabelecer uma espécie de nova era de ouro, tal qual fora como Michael Schumacher, e como tem sido a sina de todos os campões que por lá desembarcaram desde 2006.

Pois era justamente Alonso quem chegava à penúltima etapa da temporada 2010 com uma vantagem aparentemente possível de ser administrada no campeonato, tal qual Norris. Na ocasião, a F1 realizou 19 etapas ao longo do ano, e a vitória no GP da Coreia do Sul, o antepenúltimo da lista, fez o espanhol chegar ao Brasil com 25 pontos de vantagem para Sebastian Vettel, que tentava a primeira taça da carreira.

2010, aliás, foi o primeiro ano do sistema atual de pontuação, que premia o vencedor com 25 tentos, dá 18 ao segundo e por aí vai. Agora, é importante frisar que Vettel deixou a Coreia do Sul apenas na quarta colocação. Havia ainda Lewis Hamilton, o terceiro, e Mark Webber, então vice-líder, entre ele e Fernando, porém quis o destino que fosse o jovem alemão a rir por último no já histórico GP de Abu Dhabi.

Sebastian Vettel foi o campeão de 2010, superando Fernando Alonso (Foto: Reprodução)

Mas antes da corrida derradeira, é importante entender o caminho que levou Sebastian ao primeiro dos quatro títulos que veio a conquistar na principal categoria do automobilismo mundial. Em todas as 19 corridas, Vettel só liderou a tabela de pontos em dois momentos: em Mônaco, ao terminar em segundo e empatar com o companheiro de equipe, Webber, na liderança, e no fim, quando realmente interessava. Fora isso, foi um troca-troca constante de posições que ainda envolveu Jenson Button, o quinto da lista a sair da antepenúltima etapa com chances matemáticas de título.

Vettel, contudo, nem de longe era o favorito, nem mesmo dentro da própria Red Bull, que tinha no experiente Webber uma espécie de bola de segurança na luta cada vez mais direta contra Alonso. E nem mesmo a vitória em Interlagos o deixou em vantagem contra os rivais, pois Mark e Fernando terminaram aquela corrida em segundo e terceiro, respectivamente.

No embate Alonso × Vettel, portanto, o GP do Brasil deixou os dois separados por 15 pontos (e com Webber ainda no meio do caminho, apenas 8 atrás do piloto da Ferrari). E sem a ajuda da sprint para contar alguns tentos extras, Sebastian teria de marcar 16 a mais que o adversário na prova noturna de Yas Marina. De forma simples, era vencer e torcer por um tropeço monstruoso de Alonso (e de Webber!).

A classificação colocou Vettel na pole, Alonso em terceiro e Webber em quinto — contexto que, se ficasse assim, daria o tão perseguido terceiro título ao asturiano. Mas a postura conservadora desde o início, aliada à histórica empacada atrás do russo Vitaly Petrov depois da parada nos boxes o fez chegar somente em sétimo. Foram apenas 6 pontos marcados, enquanto Vettel fez 25 — 19 a mais. Webber, em contrapartida, foi o oitavo, fechando o ano em terceiro na classificação.

Algumas considerações são importantes aqui, como o fato de que a Red Bull tinha nas mãos o melhor carro daquele ano, o que não é o caso em 2025. Mesmo com a desclassificação no GP de Las Vegas, a McLaren ainda carrega o favoritismo de ter nas mãos o equipamento a ser batido, só que o progresso dos taurinos desde as férias recolocou Verstappen na briga pelas vitórias, e isso pode acontecer no Catar e em Abu Dhabi sem ser algo circunstancial.

E é por isso que Norris, mesmo se dando ao luxo de não precisar vencer, tem razão ao alertar para Verstappen, sempre implacável perante a menor brecha que surgir.

Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 28 a 30 de novembro, com o GP do Catar, 23ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Lusail para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre10:3012:3014:3015:30
Classificação sprint14:3016:3018:3019:30
Corrida sprint11:0013:0015:0016:00
Classificação15:0017:0019:0020:00
Corrida13:0015:0017:0018:00

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