Verstappen critica expansão do calendário da F1: “Por mim, seria diferente e menor”

Max Verstappen voltou a criticar expansão exagerada do calendário da Fórmula 1 e pede espaço fixo para circuitos clássicos, como Spa-Francorchamps, Suzuka e Interlagos

Max Verstappen voltou a criticar o número elevado de corridas no calendário da F1. Em entrevista à Formula 1 Magazine, afirmou que, se dependesse dele, a temporada teria menos etapas e daria prioridade a circuitos que realmente representam a essência do automobilismo, destacando a importância de preservar o DNA esportivo da categoria mesmo diante da expansão global para novos mercados.

A temporada 2026 da F1 terá 24 provas, repetindo o número da atual edição. Para Verstappen, o excesso de eventos impacta negativamente não só o desgaste físico e mental, mas também o valor esportivo de cada GP.

“Se dependesse de mim, o calendário teria uma cara bem diferente e também menos corridas. Você espera que uma cultura do automobilismo se desenvolva nos novos países, mas não acredito que o caminho seja apenas adicionar provas. Precisamos olhar para o que realmente representa a essência da F1”, afirmou.

Dentro dessa lógica, defendeu que algumas pistas tradicionais estejam sempre no calendário: “Alguns circuitos, na minha opinião, merecem ‘status especial’ e sempre devem estar no calendário. Pela qualidade esportiva, destaco Spa-Francorchamps, Zandvoort, Silverstone, Imola, Suzuka e Interlagos”, emendou.

Max Verstappen é crítico constante do aumento do calendário da F1 e da saída de pistas tradicionais (Foto: AFP)

A declaração veio em meio ao noticiário da possível inclusão de Kyalami, na África do Sul, no calendário nos próximos anos. O país não recebe uma etapa da F1 desde 1993. A Tailândia também formalizou proposta para entrar no Mundial, enquanto o número atual de corridas segue sendo alvo de críticas de parte do paddock.

Fã declarado de pistas “old school”, já elogiou em diversas ocasiões o autódromo de Spa, na Bélgica — onde testou recentemente com sua equipe de GT3 —, além de Suzuka e Silverstone. Agora, reforçou o desejo de ver esses traçados protegidos diante das mudanças constantes na F1.

O neerlandês ainda falou com bom humor sobre a recente aparição secreta no lendário Nordschleife, em Nürburgring, onde correu de GT3 sob o pseudônimo ‘Franz Hermann’. Questionado sobre a chance de a F1 voltar ao traçado alemão, descartou a possibilidade.

“Com a velocidade do GT3, é administrável. Mas com os carros atuais da F1, isso não vai acontecer. É rápido demais. Antigamente já era perigoso, hoje é impossível”, concluiu.

Fórmula 1 retorna de 27 a 29 de junho, na Áustria, 11ª etapa da temporada 2025.

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