Verstappen passeia em dia trágico de Piastri e vence GP do Azerbaijão. Bortoleto é 11º

O caos ficou todo para a classificação, e Max Verstappen nem foi ameaçado rumo a uma vitória absolutamente tranquila no GP do Azerbaijão. O contraste ficou para novo dia difícil da McLaren, que teve Oscar Piastri no muro e Lando Norris sumido

O caos que se esperava após uma das classificações mais acidentadas da história da Fórmula 1 não aconteceu, e Max Verstappen controlou tranquilamente o GP do Azerbaijão neste domingo (21). Largando na pole, o piloto da Red Bull não se deixou ameaçar por Carlos Sainz na largada e controlou também o único reinício para vencer a segunda consecutiva na temporada 2025 — e novamente com superioridade clara em relação à McLaren. O espanhol foi o terceiro, superado por grande pulo estratégico de George Russell, o segundo.

A equipe britânica, que não foi capaz de definir o título do Mundial de Construtores em Baku, viveu mais um dia difícil — e que começa a colocar algumas pulgas atrás da orelha de Andrea Stella. Oscar Piastri queimou a largada, parou o carro em seguida e despencou, tudo isso antes de estampar o muro ainda na volta inicial. Lando Norris, sem ritmo para buscar algo muito melhor, perdeu terreno em relação ao grid de largada e não passou da sétima colocação.

A quarta posição ficou com um valente Andrea Kimi Antonelli, logo à frente de Liam Lawson e Yuki Tsunoda. Norris finalizou em sétimo, com a dupla da Ferrari — em nova etapa decepcionante — em oitavo e nono, respectivamente com Lewis Hamilton e Charles Leclerc. Por fim, Isack Hadjar completou o top-10, uma posição à frente de Gabriel Bortoleto.

O brasileiro da Sauber orbitou as primeiras posições fora do top-10 durante toda a corrida e chegou a andar na zona de pontuação antes do pit-stop. Ao trocar pneus, aproveitou a aderência dos compostos médios para ganhar posições novamente, mas não conseguiu subir o suficiente para somar pontos. Mais uma vez, terminou à frente do companheiro Nico Hülkenberg, 16º colocado.

Com o GP do Azerbaijão finalizado, a Fórmula 1 terá um fim de semana de descanso até a próxima etapa da temporada. Carros e pilotos voltam às pistas entre os dias 3 e 5 de outubro, para o GP de Singapura, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

Max Verstappen controlou a liderança durante toda a corrida no Azerbaijão (Foto: AFP)

Confira como foi o GP do Azerbaijão de Fórmula 1

Para a largada, Max Verstappen apostou em pneus duros na primeira colocação, enquanto Carlos Sainz e Liam Lawson calçaram médios. Mesmo assim, o tetracampeão não teve problemas para segurar a primeira posição no apagar das luzes, com o espanhol em segundo e o neozelandês atrás. Quem teve início desastroso foi Oscar Piastri, que não saiu do lugar, despencou para o último lugar e enfiou o carro no muro ainda na primeira volta.

Com o carro da McLaren cravado na barreira de proteção da curva 5, o safety-car foi imediatamente acionado. Assim, Alexander Albon e Esteban Ocon aproveitaram para fazer a primeira parada e voltaram em 18º e 19º, respectivamente. Instantes depois, com problemas, o francês parou mais uma vez — e o replay mostrou que o piloto foi acertado por Nico Hülkenberg na volta inicial.

A relargada abriu a volta 5, e Verstappen segurou Sainz com tranquilidade. A batalha se formou entre as duas Mercedes, e Andrea Kimi Antonelli espremeu George Russell na curva 1 para tomar o quarto lugar; com o movimento, o britânico também perdeu um posto para Yuki Tsunoda e caiu para sexto. Mais atrás, Lando Norris foi ultrapassado por Charles Leclerc e acabou derrubado em mais uma posição, para nono.

Com a volta 6 aberta por Verstappen, Isack Hadjar passou a reportar problemas no acelerador do carro da Racing Bulls e perdeu posições para Leclerc e Norris, caindo para nono. Conseguiu, porém, segurar a passagem de Lewis Hamilton — que era o décimo. Tentando entrar no top-10, Fernando Alonso foi punido em 5s por queimar a largada e admitiu a culpa, argumentando que reagiu a Piastri.

Lá na frente, Verstappen mantinha vantagem segura de 1s5 para Sainz, com Lawson ainda em terceiro e Antonelli em quarto. Tsunoda sustentava pressão de Russell para manter o quinto lugar, enquanto Leclerc fazia o mesmo com Norris. Hamilton, por sua vez, conseguiu deixar Hadjar para trás na curva 1 e tomou a nona colocação. Gabriel Bortoleto, de pneus duros, aparecia em 11º.

Russell tentou atacar Tsunoda novamente no fim da volta 8, e o japonês fez o balanço para a posição de defesa para evitar a investida. Mas o movimento viria no décimo giro, com aproximação na reta principal e passagem na curva 4. Neste momento, o primeiro aviso de chuva se concretizou: veio do rádio de Ollie Bearman, prevendo água em 20 minutos. No fim, não veio.

Buscando recuperação após fim de semana difícil na Itália e as primeiras críticas públicas de Toto Wolff, chefe da Mercedes, Antonelli tentava pressionar Lawson por um lugar no pódio. Mas sentia também a aproximação de Russell, àquela altura mais rápido devido aos pneus duros mais conservados. O inglês, inclusive, marcou duas voltas mais rápidas seguidas: 1min46s108 e 1min46s005.

A corrida entrou em uma fase de menos movimento, e Albon aproveitou para fazer a segunda parada e calçar duros na volta 16. Com mais ritmo, Russell seguia preso atrás de Antonelli e pedia à Mercedes que abrisse passagem com o italiano. Em batalha pela 18ª posição, Franco Colapinto — que andava à frente de Pierre Gasly e acabara de parar — foi acertado por Alexander Albon e rodou. Ao menos, conseguiu voltar ao traçado e não causou paralisações. O tailandês foi punido em 10s pela batida.

George Russell deu um belo overcut para tomar o segundo lugar de Sainz (Foto: Mercedes)

Evitando trocar os pilotos de posição na pista, a Mercedes chamou Antonelli aos boxes na volta 19 e abriu passagem para Russell, que partiu atrás de Lawson pelo terceiro lugar. O italiano voltou em 12º, atrás de Alonso e à frente de Lance Stroll. Em busca de um undercut sobre Tsunoda, Leclerc parou ao fim do 19º giro e retornou em 12º, elevando Kimi em uma posição.

Como Antonelli tentava o mesmo, Lawson foi chamado pela Racing Bulls para os boxes como resposta. Na saída, o neozelandês saiu logo à frente do italiano, mas com pneus consideravelmente mais frios; ainda assim, conseguiu segurar a pressão da Mercedes ao longo de quase toda a volta. Na reta final, porém, Kimi colocou de lado e tomou a nona posição, virtualmente terceira naquele momento.

Enquanto isso, Bortoleto aproveitava os pit-stops dos rivais para ocupar o top-10 do GP do Azerbaijão. O brasileiro chegou a andar em oitavo, mas perdeu posição para Antonelli, que já calçava pneus novos, e passou a ser pressionado por Lawson e Leclerc. Tsunoda, ainda em quarto, tentava seguir na pista o máximo possível em caso de interrupção, mesma estratégia de Verstappen. No 26º giro, o brasileiro parou e voltou em 16º.

Ao fim da 30ª de 51 voltas, Verstappen andava à frente de Russell por 13s, com Tsunoda em terceiro, Norris em quarto e Hamilton em quinto. Sainz, sexto colocado, era o primeiro entre os que já haviam parado, seguido por Antonelli, Lawson, Leclerc e Hadjar no top-10. Bortoleto, aproveitando os pneus médios novos, ganhava posições e era o 14º. A volta mais rápida estava com Bearman, que tinha 1min44s654.

A configuração da corrida permanecia a mesma lá na frente, já que os quatro primeiros ainda se recusavam a parar. Bortoleto mostrava ritmo com os pneus macios e seguia ganhando posições: em um espaço de duas voltas, passou Hülkenberg e Stroll, colocando-se em 11º mais uma vez — mas a 12s de Hadjar. Nos boxes, a McLaren chamou Norris para trocar os pneus e não surpreendeu: mais um erro, com parada lenta e retorno à pista atrás de Lawson e Leclerc, em oitavo.

Tsunoda, enfim, resolveu parar na volta 38. E voltou à frente de Lawson, mas completamente sem aderência devido à baixa temperatura dos pneus. Em uma curva, o neozelandês aproveitou a primeira zona de DRS para tomar o quinto posto. Quem acertou em cheio na estratégia foi Russell, que parou por último e ainda assim voltou em segundo, comprovando o forte ritmo que conseguia impor.

Verstappen só entrou após todos os rivais, na volta 41, e voltou confortavelmente na primeira posição. Norris, por outro lado, conseguiu confirmar o ataque sobre Leclerc ao passar pela reta principal e assumiu o sétimo lugar de novo. Com temperatura nos pneus médios, Tsunoda passava a demonstrar mais ritmo que Lawson e fazia pressão pelo valioso quinto lugar — e, principalmente, a vitória na batalha entre dois pilotos na berlinda.

Até o fim, porém, o japonês seguiu na perseguição e não conseguiu passar. Norris e Hamilton aproveitaram para encurtar a distância para a Red Bull, que via Lawson se distanciar no setor mais travado do circuito. Os quatro formaram um trem e Lando foi para cima de Yuki, mas também não conseguiu botar a McLaren à frente. Com quase 15s de folga, Verstappen cruzou a linha tranquilo para vencer a segunda seguida.

F1 2025, 17ª Etapa, GP do Azerbaijão, Baku:

1M VERSTAPPENRed Bull RBPT Honda51 voltas 
2G RUSSELLMercedes+14.609 
3C SAINZWilliams Mercedes+19.199 
4A K ANTONELLIMercedes+21.760 
5L LAWSONRacing Bulls RBPT Honda+33.290 
6Y TSUNODARed Bull RBPT Honda+33.808 
7L NORRISMcLaren Mercedes+34.227 
8L HAMILTONFerrari+36.310  
9C LECLERCFerrari+36.774  
10I HADJARRacing Bulls RBPT Honda+38.982  
11G BORTOLETOSauber Ferrari+67.606  
12O BEARMANHaas Ferrari+68.262  
13A ALBONWilliams Mercedes+72.870  
14E OCONHaas Ferrari+77.580  
15F ALONSOAston Martin Mercedes+78.707  
16N HÜLKENBERGSauber Ferrari+80.237 
17L STROLLAston Martin Mercedes+96.392 
18P GASLYAlpine+1 volta 
19F COLAPINTOAlpine+1 volta 
O PIASTRIMcLaren MercedesNC 

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