McLaren admite surpresa com motor Red Bull e projeta “as quatro grandes na frente” na F1

Zak Brown apontou que ainda é cedo para definir ordem de forças, mas acredita que McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull estarão na briga na F1

CEO da McLaren, Zak Brown avaliou as equipes da F1 após os testes privados da categoria em Barcelona, realizados na última semana. O dirigente admitiu surpresa com o motor da Red Bull, mas acredita em uma disputa acredita que a briga pelo título ficará entre Mercedes e Ferrari, além do time chefiado por Laurent Mekies e a equipe que lidera, atual da bicampeã do Mundial de Construtores.

“Parece que vai ser entre as quatro grandes”, disse Brown na inauguração do McLaren Racing Center, nova sede da equipe na Indy, nas cercanias de Indianápolis. “Ainda é difícil dizer em que ordem. Se você fosse agora [apostar] em Las Vegas, a Mercedes provavelmente seria a favorita. Mas ainda há um longo caminho pela frente. A Williams não chegou a completar voltas, e a Aston Martin só apareceu no final, então não se tem ideia de onde a Williams realmente está”, completou.

Brown admitiu certa surpresa com o bom desempenho do motor da Red Bull, que enfrentou questionamentos nos últimos anos — a própria McLaren chegou a duvidar de que a equipe de Milton Keynes apresentaria uma unidade de potência competitiva para 2026.

“Ainda é cedo para tirar conclusões, mas parecem ser novamente os nomes de sempre. Só que a ordem é difícil de determinar. O motor da Red Bull estava muito forte, todos ficaram agradavelmente surpresos. Preferiria que eles não fossem tão competitivos, mas estou impressionado com o que mostraram. Rodaram muitos quilômetros e pareceram fortes desde o início”, apontou o CEO da McLaren.

Max Verstappen andou Red Bull na pista de Barcelona (Foto: Red Bull)

Por se tratar do primeiro ano de um novo regulamento, Brown projetou que as equipes estarão um pouco mais distantes umas das outras. O dirigente da McLaren acredita que a diferença de ritmo pode chegar a três segundos.

“Acho que o pelotão vai se espalhar mais, o que faz sentido com um novo regulamento. Ano passado, em Abu Dhabi, todo o grid ficou dentro de 1s; agora espero ver algo mais próximo de 2s ou 3s. Isso é normal”, explicou Brown.

No entanto, o dirigente criticou o novo regulamento e afirmou que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) terá de fazer ajustes em questões de gerenciamento de energia.

“Vamos precisar aprender a correr de forma diferente com esses carros, porque eles acabam ficando sem energia. Ainda acho que será necessário algum ajuste junto à FIA”, disse Brown.

“Isso para que continue estratégico no gerenciamento de bateria e energia, mas sem que, no final das longas retas, se fique sem energia e seja preciso levantar o pé. Para os fãs, porém, isso não será perceptível. Ficamos três ou quatro segundos acima do ritmo do ano passado, mas você não percebe. Ainda parece rápido”, finalizou o CEO da McLaren.

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