McLaren defende licença poética de ‘Drive to Survive’, mas Horner se incomoda

'Drive to Survive', série original da Netflix sobre a F1, divide opinião dos chefões da categoria no paddock por conta da licença criativa

Trailer da terceira temporada de ‘Drive to Survive’, produzida pela plataforma Netflix, que já está disponível no catálogo do serviço de streaming.

A série “Drive To Survive”, original do catálogo do serviço de streaming Netflix, é um estrondoso sucesso entre fãs de automobilismo e maratonistas de séries ao redor do mundo. Porém, nos bastidores da Fórmula 1, o programa que recentemente lançou sua terceira temporada ainda divide opiniões por certos exageros cometidos pela produção. No geral, há dirigentes aprovam a fórmula com a qual a série documental trouxe audiência para a F1 e outros que se incomodam com a licença dramática.

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Para Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, ainda há “licença poética” demais por parte do programa na hora de refletir situações reais. Apesar disso, crê que a parte artística deve ser respeitada e vê os bônus ainda maiores que os ônus para a F1.

Na recém-lançada terceira temporada do show, Brown e a McLaren ganharam enorme destaque, vendo a evolução da equipe, a briga pela terceira posição no Mundial de Construtores e a relação entre seus pilotos à época, Carlos Sainz e Lando Norris, sendo amplamente retratada. Apesar da boa relação entre os dois, a série mostrou o crescimento de uma rivalidade interna entre Sainz e Norris, que se ampliou com o anúncio do espanhol de que ia deixar a equipe britânica para assinar com a Ferrari.

Porém, o dirigente norte-americano defendeu a produção e salientou os benefícios que a série traz à Fórmula 1. “Eu creio que a Netflix tem sido ótima para a F1. A série tem sido número um no catálogo. Creio que está liderando a categoria de série mais assistida em 25 países. Então, penso que os primeiros objetivos da Netflix são entreter e trazer novos espectadores para a Fórmula 1. E eu acho que ela atingiu isso dez vezes mais, o que é ótimo”, seguiu.

“Pegue Top Gun, você assiste a esse filme, e tenho certeza que nenhum piloto de caça consegue fazer aquelas coisas. Mesmo assim, é um grande filme. É óbvio, todos nós que vivemos neste esporte sabemos que o Carlos e o Lando tiveram um grande relacionamento, que não teve aquela tensão representada na série. Sempre que você vai assistir a um programa de TV, eles vão criar certo entretenimento, e nós do paddock sabemos que não é bem assim”.

“Mas acho ok, e creio que o mais importante são as coisas maravilhosas que a série tem proporcionado, trazendo novos fãs de todo o mundo. Então, apoiamos a Netflix e o que eles conquistaram, mesmo que eles tenham tido um pouco de liberdade criativa aqui e ali”, concluiu o dirigente de 49 anos.

CHRISTIAN HORNER; RED BULL; GP DO BAHREIN; FÓRMULA 1;
Christian Horner, chefão da Red Bull, aponta ‘sensacionalismo’ da série. (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Porém, no paddock, a receptividade de outros personagens da Fórmula 1 à série não foi a mesma. Caso de Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, que afirmou ficar incomodado ao rever sua atuação no programa, no qual é um dos personagens que mais aparece. “Recentemente me perguntaram se eu me incomodava com algo ao assistir novamente, e a resposta honesta é sim, constantemente. É um programa de TV, mas também ele mostra um lado do esporte que normalmente fica oculto durante uma transmissão normal de um final de semana de corrida”, seguiu.

“E a série mostra algumas características, personalidades, que são apresentadas, de certa forma, para levantar a audiência. Mas, no geral, é positivo para a Fórmula 1, e a popularidade é imensa”, concluiu o britânico.

A quarta temporada de ‘Drive to Survive’ está confirmada para o começo de 2022.

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