McLaren explica problemas no carro de Norris na China: “Precisava tirar pressão do freio”

Andrea Stella, chefe da McLaren, detalhou drama de Lando Norris em Xangai e disse que o inglês precisou reduzir cada vez mais a velocidade para retardar um vazamento

O segundo lugar de Lando Norris no GP da China, disputado no último domingo (23), não representou exatamente o resultado que o britânico esperava. Com o carro mais rápido do grid, o #4 sofreu na reta final da prova com uma série de problemas e precisou gerenciá-los com ajuda da equipe. A perda de ritmo custou caro, e Lando completou a disputa 9s7 atrás do vencedor, o companheiro Oscar Piastri.

Chefe da McLaren, Andrea Stella explicou após a prova que não poderia entrar em detalhes sobre o problema, mas adiantou que um vazamento começou a afundar o pedal de freio do inglês. Assim, Norris precisou evitar pisar com força, o que foi se agravando a cada volta e custando ritmo ao piloto.

“Nós entendemos qual foi o problema, mas não podemos entrar em detalhes por questões de propriedade intelectual. Mas, no fundo, tinha a ver com um vazamento em um dos componentes. Não na linha do freio, mas em outro lugar. E o principal era limitar o pico de pressão dos freios”, afirmou Stella.

“Era possível frear, mas muito, muito gentilmente. Então, o que era uma freada de 100 metros, tornava-se uma de 200 metros. No fim, já estava em 300 metros, porque Lando precisava tirar o pé do acelerador e deixar o carro rolar em certa velocidade. Então, apertava o freio calmamente”, explicou.

Norris precisou se adaptar aos problemas do carro ao longo da corrida (Foto: AFP)

Segundo Stella, pisar no pedal do freio com força causaria uma piora no vazamento, o que poderia gerar consequências bem mais profundas na corrida. No fim, o piloto precisou reduzir bruscamente a velocidade em algumas curvas, principalmente após grandes trechos de aceleração.

“Isso foi para evitar que o vazamento acelerasse. O pedal do freio estava afundando, e o que precisávamos evitar era o pico de pressão. Lando precisava frear com cada vez menos força”, destacou.

“Chegou ao ponto em que, no final, ele estava apenas tirando o pé por muito tempo e aplicando uma pressão mínima no freio para reduzir a velocidade e fazer as curvas”, finalizou o chefe da McLaren.

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