McLaren fala em “andar no limite do teto de gastos” para alcançar rivais em 2021

Andreas Seidl, chefe da McLaren, argumentou que é a única maneira de competir com a 'F1 A' mesmo dentro da nova realidade. Apesar disso, McLaren não irá gastar muito além da conta em 2020 para compensar, garantiu

A temporada que vem por aí na Fórmula 1 é a de 2020, uma vez que janeiro apenas se apresentou, mas o ano será um daqueles em que a F1 trabalha pensando no que fará daqui 12 meses. Com a entrada do teto orçamentário e mudanças de regulamento marcadas para 2021, as equipes traçam estratégias sobre como trabalhar neste ano e como carregar o que conseguirem para o ano que vem. Na McLaren, visão está clara para quando a limitação de gastos chegar: andar bem no teto para tentar pegar as equipes que configuram atualmente uma 'F1 A'.
 
Andreas Seidl, chefe da equipe de Woking, avaliou que andar no topo do teto, assim como Mercedes, Ferrari e Red Bull certamente farão, é a única maneira de lutar por vitórias. 
 
"Nossa meta é claramente andar dentro do limite orçamentário. Há um compromisso claro que andemos neste limite, porque claramente é a única chance de poder brigar com as maiores equipes: você precisa de um campo de jogo nivelado em termos de orçamento", disse ao site inglês 'Motorsport.com'.
Carlos Sainz e Lando Norris (Foto: McLaren)
Após anos de desespero, a McLaren viveu um 2019 animador: encontrou uma bem-sucedida dupla de jovens pilotos em Carlos Sainz e Lando Norris e terminou com a quarta colocação do Mundial de Construtores. Mesmo assim, não planeja colocar os pés pelas mãos. De acordo com Seidl, a McLaren não vai entrar na onda de gastar o máximo possível em 2020 para burlar, ainda que de forma legal, o teto orçamentário de 2021. 
 
"É necessário ser realista sobre o que podemos atingir. Ainda que alguém nos dê uma centena de milhões a mais em 2020, precisamos primeiro digerir tudo que está acontecendo e depois montar uma estrutura que nos permita produzir mais resultados neste curto período de tempo. É por isso que não estou preocupado com [trabalhar 2021 em] 2020, tampouco com declarações que ando lendo sobre este ano ser o mais caro da história para os times grandes", afirmou. 
 
"No fim das contas, há uma limitação no trabalho de CFD (dinâmica de fluxo), no túnel de vento, então há um limite no que pode ser feito. A aerodinâmica será o diferenciador-chave para o desempenho no futuro. Elas [as equipes mais ricas] terão vantagem simplesmente por quem são hoje, porque fazem um trabalho melhor com as metodologias que já estabeleceram e os processos que desenvolveram", finalizou. 
 
O teto escolhido pelo Liberty Media para 2021 é US$ 175 milhões – R$ 709 milhões na cotação do dia.
 

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