McLaren finaliza mudanças no carro e se vê pronta para receber motor Renault: “Conseguimos em tempo”

O diretor-técnico Tim Goss conta que a McLaren precisou mudar o posicionamento de diversos componentes do carro para receber o motor Renault. A novidade causou dor de cabeça em Woking, mas a escuderia se vê pronta

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A decisão de última hora da McLaren de abandonar a parceria com a Honda para correr com motor Renault representou grandes mudanças no desenvolvimento do carro de 2018. Para encaixar o motor francês, os britânicos tiveram de fazer alterações em partes importantes como chassi e caixa de câmbio. O lado positivo é que, de acordo com o diretor-técnico Tim Goss, a escuderia já superou a fase de adaptação.
 
“Eles [Renault] exigem uma abordagem muito diferente em relação a chassi e caixa de câmbio”, comentou Goss. “Agora que temos experiência com os dois [motores] podemos perceber as vantagens e desvantagens de cada um. Eu amo algumas coisas da Renault, enquanto algumas outras me frustram um pouco. Mas o que importa é tivemos sorte de trocar de fornecedor de motor na hora certa. A troca não poderia acontecer mais tarde do que isso”, destacou.
 
“A gente precisou reconfigurar o chassi, mudar o sistema de refrigeração e reconfigurar a caixa de câmbio para poder encaixar o motor. Mas conseguimos fazer isso em tempo sem comprometer muito o chassi. Foi uma mudança considerável”, seguiu.
Foi dificil, mas a McLaren está pronta para andar de Renault (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

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A troca da Honda pela Renault significou o reposicionamento drástico de componentes do motor, indo de uma abordagem para outra bastante diferente.
 
“A arquitetura do motor Renault é muito diferente. São basicamente duas arquiteturas de motor: a abordagem de Mercedes e Honda e a de Ferrari e Renault. Em essência, a diferença é o posicionamento do turbo do carro. Mercedes e Honda colocam o compressor na frente do motor, a turbina atrás e o MGU-H no meio do V. Ferrari e Renault colocam o compressor atrás do motor, o MGU-H logo atrás e a turbina atrás disso tudo”, explicou.
 
A parceria com a Renault encerrou a novela entre McLaren e Honda. As duas se reuniram em 2015, mas nunca conseguiram os resultados esperados. O motor japonês apresentou grandes problemas de confiabilidade, falta de potência e afundou a equipe britânica.

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