McLaren minimiza críticas e diz que F1 segue como “desafio máximo” aos pilotos

Chefe da McLaren, Andrea Stella admitiu necessidade de manobras incomuns para gerir energia em algumas pistas, mas disse que pré-temporada não dá panorama completo

Andrea Stella avaliou que a Fórmula 1 segue como “o desafio máximo” para os pilotos, mesmo após críticas ao novo regulamento técnico. O chefe da McLaren reconheceu que houve necessidade de manobras pouco usuais em Barcelona para otimizar o desempenho, mas destacou que, em condições diferentes, como as do Bahrein, os carros se mostraram ainda mais exigentes e com papel decisivo do piloto na extração de performance.

Durante as atividades no Bahrein, nomes como Max Verstappen e Lando Norris demonstraram preocupação com o nível de prazer ao volante dos novos carros. Entre os principais pontos levantados estiveram a necessidade de não acelerar totalmente em curvas de alta para recarregar a bateria e a realização de reduções de marcha pouco usuais para maximizar a recuperação de energia.

Stella avaliou que o traçado do Bahrein permitiu aos pilotos forçarem mais ao longo da volta do que em Barcelona e ressaltou que os carros seguem exigindo muito controle. Para o dirigente da McLaren, a situação em Barcelona foi diferente por se tratar de uma pista com menor potencial de recuperação de energia.

“Acho que o que vimos no Bahrein confirma que a F1 continua sendo o desafio máximo. Provavelmente isso aconteceu porque o Bahrein é um circuito rico em recuperação de energia, então você pilota de forma bastante normal. Se há algo a dizer sobre este regulamento, é que os carros escorregam mais, o que torna o papel do piloto ainda mais importante para extrair o máximo do equipamento”, afirmou.

Lando Norris foi um dos pilotos que criticaram novos carros da F1 2026 (Foto: Reprodução/F1)

“Barcelona apresentou um cenário um pouco distinto. Por ser um circuito relativamente pobre em recuperação, foram necessárias algumas manobras específicas, como não acelerar totalmente em curvas de alta para equilibrar o nível de regeneração e produzir o melhor tempo de volta. Lá, isso não significava necessariamente atingir a maior velocidade nas curvas rápidas”, explicou.

Diante das diferenças entre os dois traçados, o dirigente ponderou que a F1 precisa observar mais corridas antes de considerar mudanças na forma como a energia elétrica é recuperada e utilizada.

“Precisamos ver mais alguns circuitos antes de tirar conclusões. Esses dois não oferecem o panorama completo. Ainda podem haver situações onde o piloto precise adotar um estilo de pilotagem que não é o convencional — que seria acelerar o máximo possível, frear o mais tarde possível e fazer todas as curvas na maior velocidade possível”, afirmou.

“Há maneiras de alterar a forma como a energia elétrica é utilizada, reduzindo a necessidade dessas manobras específicas. Existem soluções possíveis para o futuro, mas acho que precisamos monitorar um pouco mais em outros circuitos antes de qualquer intervenção”, concluiu o chefe da McLaren.

Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.

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