McLaren minimiza críticas e diz que F1 segue como “desafio máximo” aos pilotos
Chefe da McLaren, Andrea Stella admitiu necessidade de manobras incomuns para gerir energia em algumas pistas, mas disse que pré-temporada não dá panorama completo
Andrea Stella avaliou que a Fórmula 1 segue como “o desafio máximo” para os pilotos, mesmo após críticas ao novo regulamento técnico. O chefe da McLaren reconheceu que houve necessidade de manobras pouco usuais em Barcelona para otimizar o desempenho, mas destacou que, em condições diferentes, como as do Bahrein, os carros se mostraram ainda mais exigentes e com papel decisivo do piloto na extração de performance.
Durante as atividades no Bahrein, nomes como Max Verstappen e Lando Norris demonstraram preocupação com o nível de prazer ao volante dos novos carros. Entre os principais pontos levantados estiveram a necessidade de não acelerar totalmente em curvas de alta para recarregar a bateria e a realização de reduções de marcha pouco usuais para maximizar a recuperação de energia.
Stella avaliou que o traçado do Bahrein permitiu aos pilotos forçarem mais ao longo da volta do que em Barcelona e ressaltou que os carros seguem exigindo muito controle. Para o dirigente da McLaren, a situação em Barcelona foi diferente por se tratar de uma pista com menor potencial de recuperação de energia.
“Acho que o que vimos no Bahrein confirma que a F1 continua sendo o desafio máximo. Provavelmente isso aconteceu porque o Bahrein é um circuito rico em recuperação de energia, então você pilota de forma bastante normal. Se há algo a dizer sobre este regulamento, é que os carros escorregam mais, o que torna o papel do piloto ainda mais importante para extrair o máximo do equipamento”, afirmou.

“Barcelona apresentou um cenário um pouco distinto. Por ser um circuito relativamente pobre em recuperação, foram necessárias algumas manobras específicas, como não acelerar totalmente em curvas de alta para equilibrar o nível de regeneração e produzir o melhor tempo de volta. Lá, isso não significava necessariamente atingir a maior velocidade nas curvas rápidas”, explicou.
Diante das diferenças entre os dois traçados, o dirigente ponderou que a F1 precisa observar mais corridas antes de considerar mudanças na forma como a energia elétrica é recuperada e utilizada.
“Precisamos ver mais alguns circuitos antes de tirar conclusões. Esses dois não oferecem o panorama completo. Ainda podem haver situações onde o piloto precise adotar um estilo de pilotagem que não é o convencional — que seria acelerar o máximo possível, frear o mais tarde possível e fazer todas as curvas na maior velocidade possível”, afirmou.
“Há maneiras de alterar a forma como a energia elétrica é utilizada, reduzindo a necessidade dessas manobras específicas. Existem soluções possíveis para o futuro, mas acho que precisamos monitorar um pouco mais em outros circuitos antes de qualquer intervenção”, concluiu o chefe da McLaren.
A Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
▶️ Sainz revela conversa com Alonso e admite: “Estamos em cenário parecido”
▶️ CEO da F1 vê Hamilton e Alonso como “ativos importantes” e projeta aposentadorias
▶️ “Verdadeiro babaca”: Horner revela troca de mensagens com Wolff após saída da Red Bull
▶️ Norris diz que “veremos mais de Hamilton” em 2026 e crava: “Deveria ter 8 títulos”
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!