CEO da F1 vê Hamilton e Alonso como “ativos importantes” e projeta aposentadorias
CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali afirmou que não espera aposentadoria imediata de Fernando Alonso e Lewis Hamilton, mas destacou força da nova geração e capacidade de se conectar com público jovem
A Fórmula 1 está passando por uma mudança de geração, com pilotos cada vez mais jovens chegando ao grid nos últimos anos. Ainda assim, Fernando Alonso e Lewis Hamilton seguem competitivos e sem previsão de se aposentarem. O CEO da F1, Stefano Domenicali, afirmou que não acredita que os veteranos irão pendurar as luvas tão cedo. Ainda assim, ressaltou que a categoria saberá se reinventar quando ambos deixarem as pistas.
Hamilton e Alonso têm em comum a idade avançada — 41 e 44 anos, respectivamente — e as carreiras vitoriosas, mas vivem situações distintas na F1 neste momento. O britânico inicia a segunda temporada pela Ferrari após um 2025 desafiador, mas com boas expectativas após a pré-temporada animadora da Scuderia. Por outro lado, o espanhol vive início de ano complicado com a Aston Martin, que sofreu para andar nos testes em Barcelona e no Bahrein.
A combinação entre idade, novo regulamento técnico e mudanças no cenário competitivo alimenta dúvidas sobre quanto tempo ainda permanecerão na F1. Para Domenicali, porém, ambos seguem altamente competitivos e disse que, neste momento, não enxerga uma despedida iminente.
“Falando de Lewis e Fernando, são gigantes do esporte, protagonistas enormes. Tenho dúvidas de que parem este ano, porque são lutadores e já provaram que, se tiverem a combinação certa de carro e equipe, vão continuar brigando por mais tempo”, afirmou.

“Não os vejo se aposentando, para ser muito honesto. Espero que esteja certo, porque são ativos muito importantes para a F1”, declarou.
Apesar de reconhecer o peso de Hamilton e Alonso na popularidade global da categoria, Domenicali destacou que a categoria já demonstrou capacidade de renovação ao longo dos anos. Ele citou a chegada recente de jovens pilotos ao grid e o impacto positivo junto às novas gerações de fãs, apontando uma mudança no perfil do público.
“Quando trouxemos cinco novos pilotos, eles foram extremamente importantes para a geração mais jovem. Foram seguidos por adolescentes de uma maneira interessante e isso mostra como a audiência do nosso esporte está mudando”, disse.
“Se Hamilton e Alonso se aposentarem, o que não acredito, a nova geração de pilotos vai capturar a atenção mais rapidamente, porque a forma de se conectar hoje é diferente”, finalizou.
A Fórmula 1 retorna de 5 a 8 de março em Melbourne, palco do GP da Austrália, abertura da temporada 2026.
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