McLaren reedita parceria histórica e volta a ter motores Mercedes a partir de 2021

A McLaren anunciou de forma oficial, na manhã deste sábado (28), que vai encerrar em 2020 o seu contrato de três anos com a Renault para o fornecimento de motores. E a partir do ano seguinte vai reeditar uma união histórica e vitoriosa que, entre 1995 e 2014 rendeu à equipe de Woking, ao lado da Mercedes, quatro títulos mundiais, 78 vitórias e 76 poles em 351 GPs disputados

Apenas algumas horas depois das primeiras informações vindas da imprensa britânica durante a sexta-feira em Sóchi, a McLaren confirmou, na manhã deste sábado (28), que vai encerrar, em 2020, o seu vínculo de três anos com a Renault para o fornecimento de motores. E a partir da temporada seguinte, a escuderia de Woking volta a se aliar à Mercedes, com quem teve a parceria mais duradoura na F1. Ao todo, a aliança McLaren-Mercedes vigorou entre 1995 e 2014, rendeu quatro títulos mundiais — um do Mundial de Construtores e três de Pilotos, dois com Mika Häkkinen e um com Lewis Hamilton —, 351 GPs disputados, 78 vitórias e 76 poles. O contrato entre McLaren e Mercedes vai durar ao menos até 2024.
 
No comunicado divulgado nesta manhã pela McLaren, a equipe diz que “ambições diferentes” em relação à Renault representam a justificativa oficial pelo fim da parceria no próximo ano. Atualmente, a McLaren é a única equipe cliente da Renault, enquanto a Mercedes fornece motores, além da sua equipe de fábrica, para a Racing Point e a Williams. Com o time de Grove, recentemente foi assinado a renovação de contrato até 2025.
 
Zak Brown, CEO da McLaren, agradeceu o período em que a equipe britânica conseguiu se reerguer na F1 e voltar a ser competitiva depois de três temporadas muito difíceis, entre 2015 e 2017, ao lado da Honda. Foi justamente a Honda a sucessora da Mercedes neste processo de transição da McLaren na era híbrida de motores.
A união entre McLaren e Mercedes foi uma das mais vitoriosas da história da F1 (Foto: Twitter/F1)

“A Renault foi fundamental para nosso plano de recuperação na Fórmula 1 e um parceiro fantástico para a McLaren. Apesar do foco compreensível na equipe de fábrica, a Renault sempre foi justa, consistente e transparente na relação”, declarou o dirigente norte-americano.

 
“Agradecemos a todos da equipe de Viry pelo serviço excelente fornecido à McLaren ao longo dos últimos dois anos. Claro, entramos no ano final da nossa relação em 2020 e estamos focados em continuar nosso desafio de diminuir a distância em relação ao pelotão dianteiro”, afirmou.
 
Por sua vez, Cyril Abiteboul, diretor da Renault, entende que a união entre a marca francesa e a lendária escuderia britânica, mesmo com pouco tempo de duração, tornou-se muito bem-sucedida: “Desde o começo da parceria, a McLaren foi de nono para quarto no Mundial de Construtores. Podemos, assim, considerar essa uma parceria de muito sucesso. Entretanto, ao analisar os termos além do contrato atual, que termina ao fim de 2020, ficou claro que Renault e McLaren estão com ambições diferentes para o futuro”, disse.
 
“Todos os diferentes elementos dessa decisão foram cuidadosamente analisados nas últimas semanas. 2021 vai ser uma temporada crucial para todas as equipes e é importante para nós ter uma visão clara e precisa dos pontos fortes e das ambições dos nossos competidores. A decisão está de acordo com a visão da Renault de virar uma equipe de fábrica, com o objetivo de voltar ao pelotão dianteiro”, concluiu.
 
Toto Wolff, diretor da Mercedes, saudou a volta da McLaren como parceria da montadora alemã em um período em que a F1 vai procurar se reinventar ao ter um novo regulamento técnico e com a expectativa de muitas mudanças também no aspecto desportivo.
 
“É um prazer receber novamente a McLaren na família Mercedes-Benz, com um novo acordo de fornecimento. Apesar de as duas marcas dividirem uma história de prestígio, esse acordo é uma questão de futuro e do começo de uma nova era de fornecimento de unidade de potência nos próximos anos. A McLaren preparou o terreno para seu renascimento em temporadas recentes, incluindo performances impressionantes nessa temporada com motor Renault. Esperamos que esse novo acordo de longo prazo seja um novo marco para a McLaren, com eles focando em lutar contra equipes de ponta, como a equipe Mercedes de fábrica”, finalizou.

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