Mercedes admite frustração com “déficit” do W13 para rivais: “Nem um pouco divertido”
Chefe da Mercedes, Toto Wolff externou bastante frustração com nível apresentado pelo W13 em 2022 e pediu "exercício de humildade" para que equipe recupere terreno antes que seja tarde demais
A temporada de 2022 da Mercedes, pelo menos até aqui, tem sido bastante diferente do que a equipe se acostumou a viver na Fórmula 1. Campeã dos últimos oito títulos do Mundial de Construtores e sete dos oito Mundiais de Pilotos, a escuderia alemã não se encontra mais no posto de maior força da categoria e tenta solucionar os problemas para voltar a ser um time vencedor. É o que diz Toto Wolff, chefe da equipe, que lamentou não estar envolvido na briga pelo topo do pelotão.
“Estivemos bem em meio a esse jogo divertido pelos últimos oito anos”, disse Wolff. “É extremamente doloroso não fazer parte disso [briga pelo título], e ainda mais por uma quantidade significativa de déficit nos tempos de volta”, lamentou.
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Atualmente, Ferrari e Red Bull disputam o posto de melhor equipe da F1, assim como brigam também pelo título de pilotos — Charles Leclerc venceu a abertura do campeonato e Max Verstappen deu o troco na segunda corrida do ano. Wolff admitiu que não vê diversão em disputar o posto de terceira força do campeonato, mas crê que o momento difícil trará aprendizados no futuro.
“Não iremos descansar até estarmos na briga. Isso não é nem um pouco divertido”, reconheceu o chefe da equipe. “É um exercício de humildade e vai nos fazer mais fortes no final, ainda que não seja divertido agora”, salientou.

Por fim, o austríaco confessou que a Mercedes ainda não conseguiu encontrar a melhor configuração para o W13 — algo que teria custado até mesmo uma vaga no Q2 a Lewis Hamilton na Arábia Saudita. Sofrendo em demasia com o quique, o carro da equipe apresenta velocidade substancialmente menor do que as concorrentes nas retas, o que se traduz em distância para os rivais ao longo da corrida.
“Acho que não estamos fazendo o carro funcionar da forma que queremos [em termos de configuração] e isso torna muito difícil descobrir quanto seria o déficit de tempo se conseguíssemos utilizar o carro com menos altura”, explicou. “Eu espero de verdade que a distância seja menor do que vimos na Arábia Saudita, mas o déficit está por toda parte”, finalizou.
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