Mercedes diz que nova asa “cumpriu meta”, mas “Hungria vai esclarecer desempenho”
A Mercedes levou para Silverstone uma nova asa dianteira para o W14, só que o foco foi melhorar o desempenho em curvas de baixa velocidade, o que ficou mascarado na veloz pista inglesa
A Mercedes tinha altas expectativas para o fim de semana em Silverstone, sobretudo com a nova asa dianteira levada para a corrida na Inglaterra, no último domingo. Mas apesar de mais uma derrota para a Red Bull — e também para a McLaren, com Lando Norris à frente de Lewis Hamilton no pódio —, James Allison enfatizou que o objetivo com a atualização foi cumprido: melhorar o desempenho do W14 em curvas de baixa.
Foi um progresso difícil de perceber num todo, pois Silverstone é uma pista de alta velocidade. O diretor-técnico da equipe alemã, contudo, disse que tanto Hamilton quanto George Russell melhoravam a performance nos trechos mais lentos, e é justamente isso que leva a Mercedes a crer que os benefícios da nova asa dianteira serão mais claros na Hungria, circuito de baixa velocidade, no próximo final de semana.
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“A nova asa dianteira, claro, foi projetada para sermos mais rápidos. Essa é a razão de fazermos as nossas coisas”, começou Allison no tradicional vídeo divulgado pela base em Brackley após a décima etapa da temporada 2023 da Fórmula 1. “Mas o que nos entusiasma sobre as características específicas desta nova asa é que ela deve melhorar o equilíbrio e o desempenho do carro nas curvas mais lentas”, avaliou.
“Silverstone é famosa por muitas coisas, mas curvas lentas não é uma delas. Então, o nosso consolo em Silverstone é que, nas partes mais lentas da pista, parecíamos bastante competitivos. Então, o objetivo foi cumprido com essa nova asa dianteira”, frisou.
“Acho que só quando chegarmos à Hungria, uma pista quase toda feita de trechos mais lentos, é que vamos saber com certeza. Mas os primeiros sinais são promissores, a nova asa dianteira parece cumprir o que prevíamos, e esperamos que nos entregue mais [desempenho] em pistas com uma quantidade maior de curvas lentas”, completou Allison.
Apesar do otimismo, é quase impossível pensar numa recuperação ainda para 2023, com Max Verstappen caminhando a passos largos para ser tricampeão. Contudo, o diretor da Mercedes pontuou que manter o trabalho no W14 também é uma forma de preparo para o próximo Mundial, uma vez que não haverá mudanças nas regras.
“Ainda há muito desenvolvimento por vir para os carros”, analisou. “Todas as equipes vão, é claro, voltar suas atenções para o ano que vem, e isso vai nos prejudicar um pouco no que diz respeito à taxa de melhora dos nossos carros”, seguiu.
“Mas para cada um de nós, há melhorias que gostaríamos de fazer no carro atual que também serão levadas para o próximo ano. Portanto, não parece que estamos desperdiçando dinheiro, e sim que estamos investindo em duas temporadas com essas atualizações”, concluiu Allison.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 21 e 23 de julho, com o GP da Hungria, em Hungaroring, 11ª etapa da temporada 2023. E o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.
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