Mercedes defende ‘tática do DRS’ no Japão e diz que meta era Hamilton bater Sainz
Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da Mercedes, explicou que Lewis Hamilton era a melhor chance de bater Carlos Sainz no Japão, por isso a equipe ordenou a troca de posição com George Russell e pediu ao heptacampeão para deixar o companheiro na zona de DRS
Lewis Hamilton e George Russell roubaram a cena em vários momentos durante o GP do Japão, realizado no domingo (24), por conta das disputas roda a roda por posição — com direito a carro indo parar fora da pista e chega-pra-lá na reta principal. Mas o que deixou o heptacampeão contrariado foi o pedido da Mercedes nas voltas finais para que ajudasse Russell a ficar na zona do DRS para se defender do ataque de Carlos Sainz — decisão que foi tomada para garantir que Lewis chegasse à frente da Ferrari, conforme defendeu Andrew Shovlin.
Hamilton realizou duas paradas ao longo das 53 voltas da corrida em Suzuka, enquanto Russell resolveu apostar em apenas um pit-stop, uma vez que o consumo de pneus não foi tão acentuado. Na parte final da prova, Sainz começou a tirar bastante diferença para Hamilton, então a Mercedes pediu que Russell deixasse o companheiro de equipe passar para escapar do carro #55.
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Até aí, tudo bem, só que veio então a ordem para o #44 manter o parceiro de time na zona de DRS para se defender do ataque da Ferrari — curiosamente, a mesma estratégia adotada por Sainz em Singapura e que o levou à vitória. Hamilton, contudo, criticou a decisão e chamou a tática da base em Brackley de “sem sentido”.
Diretor de engenharia de pista, Shovlin começou dizendo que “é muito difícil organizar os carros na hora”, mas que a decisão de inverter as posições foi por ver “o quão rápido Carlos vinha atrás deles, portanto Lewis também poderia estar em risco” por conta dos compostos um pouco mais velhos que os do carro vermelho.
“Poderia ter funcionado melhor, mas o fato é que estávamos tentando proteger Lewis de perder posição também, já que ele era o que tinha maior chance de terminar à frente de Carlos [do que Russell]”, acrescentou Shovlin.
Sobre a diferença nas estratégias, levantou-se a questão de que a mudança seria a solução encontrada pela Mercedes para tirar Russell e Hamilton de outros confrontos diretos até a bandeirada, algo que o diretor negou. “Na verdade, não. Sobre o que fazemos, estamos tentando somar pontos contra a Ferrari, principalmente em corridas como essa.”
“Quando notamos que não estávamos desafiando a McLaren na briga pelo pódio, analisamos o que estava acontecendo com a Ferrari. Tentamos usar os dois carros de forma eficaz para criar essas oportunidades e conseguir que um deles limitasse os danos, já que ambos (Charles Leclerc e Sainz) largaram à nossa frente”, continuou.
Por fim, a equipe minimizou a necessidade de qualquer conversa sobre embate mais acirrado em Suzuka entre Hamilton e Russell. Ao final da corrida, a dupla sequer se cumprimentou logo após descer do carro.
A Fórmula 1 volta daqui a duas semanas, entre os dias 6 e 8 de outubro, para a disputa do GP do Catar, e o GRANDE PRÊMIO acompanha tudo.
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