Mercedes diz que desenvolvimento do W15 “correu bem”, mas “não existe milagre” na F1

Toto Wolff, chefe da Mercedes, conteve as expectativas em relação ao desempenho do W15 e afirmou que brigar pelo título ainda é uma realidade distante

A Mercedes lançou o W15, modelo que vai ser guiado por Lewis Hamilton e George Russell na temporada 2024 da Fórmula 1, na manhã desta quarta-feira (14). No entanto, durante a apresentação do carro, Toto Wolff, chefe da equipe, não se mostrou dos mais otimistas. Embora o desenvolvimento do bólido tenha acontecido sem grandes imprevistos, o mandatário conteve as expectativas no que diz respeito a disputas por vitórias e títulos.

Desde que o regulamento que explora o efeito-solo passou a vigorar na F1 em 2022, a Mercedes sofre para desenvolver um carro competitivo. Embora tenha conseguido o segundo lugar no Mundial de Construtores no ano passado, o time não vive uma boa fase e venceu apenas uma corrida nas últimas duas temporadas. 

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Devido aos problemas, a Mercedes optou por descartar o projeto do carro anterior para apostar em um conceito completamente novo para 2024. Durante o lançamento, inclusive, foi possível perceber que o W15 tem diferenças principalmente na asa dianteira, no assoalho e no sidepod. Wolff contou que o desenvolvimento do novo modelo “correu bem”.

“Estou empolgado por estarmos perto de voltar a correr e, claro, curioso e empolgado para ver como será a performance do carro. Acho que teremos uma indicação em breve para saber se resolvemos alguns dos problemas inerentes que tivemos do lado do chassi no ano passado. Temos uma montanha a escalar para chegarmos na frente do pelotão, mas estamos focados em fazer isso”, contou o dirigente.

Mercedes apresentou o W15 da temporada 2024 da F1 (Foto: Mercedes)

“O desenvolvimento correu bem em relação aos objetivos ambiciosos que estabelecemos. Às vezes, você fica aquém disso e, às vezes, vai melhor do que o esperado. Mas tem muitas coisas que colocamos na lista de alta prioridade para tornar o carro mais guiável, seja para rodar ou na estabilidade. Nós só saberemos o que conseguimos quando formos para a pista”, seguiu o chefe da Mercedes.

Embora a Mercedes tenha alcançado os “objetivos ambiciosos” que estava comprometida a alcançar, Wolff afirmou que ainda não vê a equipe capaz de desafiar a Red Bull, escuderia que venceu 21 das 22 corridas no último ano.

“Por um lado, precisamos ser realistas sobre as chances de batermos um carro que está um bom bocado à frente com este regulamento e que acertou as coisas nas últimas duas temporadas enquanto nós, não. Não existem milagres no esporte”, continuou Toto

“Por outro lado, a ambição é forte. A Red Bull e um carro de muito sucesso são a referência que pretendemos bater. Não sei quando isso vai acontecer, não temos bola de cristal. Mas saberemos em breve quão à frente eles estão e qual tarefa temos pela frente”, finalizou.

Apesar de ter passado 2023 em branco, a Mercedes terminou a temporada com oito pódios e 409 pontos, três a mais que a Ferrari. O resultado foi o suficiente para garantir o segundo lugar no Mundial de Construtores.

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