Mercedes diz que vetou GPs com grid invertido para “preservar DNA da F1”

As propostas do Liberty Media de inverter o grid ou de ter corridas de classificação não agradam Toto Wolff, chefe da Mercedes. O dirigente confirmou veto à proposta: “Você não faz o Usain Bolt largar cinco metros atrás para ter um final empolgante”

Não chega a surpreender que a Mercedes tenha optado por fazer oposição à proposta de grid invertido na Fórmula 1, barrada após fracasso da categoria em encontrar apoio unânime entre as dez escuderias do grid. Toto Wolff, chefe da equipe prateada, confirmou voto contrário à proposta do Liberty Media, entendendo que é hora de preservar a identidade do campeonato.
 
“Eu fiz isso porque nós temos a responsabilidade de preservar o DNA da F1”, comentou Wolff. “Pareceu errado [ter grid invertido]. Não porque queríamos ter uma vantagem, já que poderia ter sido bom para nós ter a Ferrari atrás, considerando o ritmo atual de classificação. Eu votei contra porque, olhando para a final dos 100m rasos nas Olimpíadas, você não faz o Usain Bolt largar cinco metros atrás só para ter um final empolgante”, seguiu.
 
Duas das dez equipes votaram contra a proposta, o que bastou para inutilizar a tentativa da F1 de experimentar um formato diferente nos GPs de França, Bélgica e Rússia em 2020. Dessa forma, uma mudança passa a ser possível somente em 2021 – e sem a necessidade de pedir apoio das equipes.
Toto Wolff não se empolga com as propostas do Liberty Media (Foto: Mercedes)

O veto defendido pela Mercedes foi um baque para Ross Brawn, grande nome por trás da proposta do Liberty Media. O dirigente acredita que não faria mal tentar algo diferente e estudar formas de melhorar a F1.

 
“Os pilotos estavam um pouco nervosos, que é algo que eu consigo entender, mas a gente só estava pedindo a chance de ter três corridas para testar o formato. Se não funcionar, assumimos a culpa. Se funcionar, ótimo. Se for um meio-termo, podemos trabalhar em cima disso para desenvolver um formato. É frustrante que a gente não tenha conseguido fazer, mas infelizmente esse é o problema clássico da F1”, encerrou.

 

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