Mercedes fala em “ficar à frente” e vê jogo político normal na F1: “É para se proteger”

Chefe da Mercedes, Toto Wolff não acredita que "jogo político" tenha sido menor na F1 em 2022 e viu normalidade na situação, argumentando que cada equipe tenta defender seu lado

Após uma temporada totalmente caótica na Fórmula 1 em 2021, em que Mercedes e Red Bull desafiaram o limite do bom senso na disputa pelo título mundial, o ano de 2022 reservou uma batalha bem menos bélica no sentido político. Ainda assim, houve muita pressão nos bastidores em alguns momentos, principalmente em relação ao porpoising dos carros e à quebra do teto orçamentário por parte da Red Bull.

Assim, Toto Wolff — um dos especialistas no paddock sobre o jogo político da Fórmula 1 — avaliou a diferença de um ano para o outro e disse não enxergar uma grande diminuição em termos de abordagem política. No entanto, o austríaco defendeu o costume da Mercedes de proteger os seus e argumentou que isso é normal entre todas as equipes do grid.

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Wolff enxerga o jogo político como algo normal na F1, já que cada equipe estaria defendendo seu lado (Foto: Mercedes/Steve Etherington)

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“É sobre proteger sua própria estrutura, e acho que todos fazem isso”, disse Wolff. “Tentar ficar à frente, se proteger de certa forma e tentar entender a política das coisas é algo que acho bastante normal. Não acho que tivemos mais ou menos ‘jogos’ [políticos] em 2022”, opinou.

A temporada da Mercedes começou bastante complicada, em um nível consideravelmente abaixo de Ferrari e Red Bull, que abriram 2022 como as duas potências do campeonato. O ritmo da equipe alemã foi subindo gradualmente ao longo do ano, até que George Russell conseguiu selar a única vitória do time no campeonato durante o GP de São Paulo.

Wolff ainda fez questão de concluir o raciocínio e disse que cada equipe segue sempre suas próprias diretrizes, seja no momento de pedir por alguma mudança ou reclamar de algo — exatamente o que ocorreu em 2022, na visão de Toto.

“Todos meio que vivem de acordo com seus próprios parâmetros”, ressaltou o chefe da Mercedes. “Então, acho que as coisas ocorreram no mesmo ritmo de sempre, eu diria”, completou.

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